Brasil classifica equipes feminina e masculina para o Mundial de Roterdã

O Brasil conquistou a medalha de prata da competição feminina por equipes do Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, no Rio de Janeiro. O resultado significa também que o país conquistou vaga para o Mundial de Roterdã.

Competindo com Rebeca Andrade, Julia Soares, Gabriela Bouças, Sophia Weisberg e Thaís Fidélis, o Brasil somou 157.796 pontos. O ouro foi conquistado pelos EUA, que obtiveram 161.628 pontos. As canadenses (156.997) completaram o pódio. Rebeca competiu no salto, e mostrou que está em excelente forma – avançou para a final com a média mais alta.

O Brasil iniciou sua apresentação nas paralelas assimétricas. Gabriela conseguiu a nota mais alta entre as brasileiras (13.033). Sophia Weisberg conseguiu 12.966. Thaís Fidélis acrescentou mais 12.733. O total foi de 38.699 pontos.

Foto: CBG

Thaís Fidélis brilhou na trave – 13.833, e se classificou para a final do aparelho na liderança. A paranaense Julia Soares ficou bem perto – 13.566. A jovem Sophia registrou 12.600. Na soma, 39.999, melhor resultado do Pan de GAF 2026 no aparelho.

No solo, Thaís contribuiu com 12.766 pontos. Sophia alcançou 12.500 com coreografia ao som de “Sequência Feiticeira” de Pedro Sampaio. Julia Soares recebou a nota 12.166. A equipe somou 37.499. No salto, Rebeca registrou 14.533 no primeiro salto e 14.166 no segundo: média de 14.459. Entraram ainda as notas 13.566 de Thaís e os 13.500 de Gabriela.

O Brasil classificou duas atletas para o individual geral de GAF: Thais Fidélis (4ª) e Sophia Weisberg (8ª). Nas finais dos aparelhos, teremos Rebeca no salto. Gabriela Bouças e Sophia estão entre as oito finalistas das barras assimétricas; Thais e Julia Soares avançaram na trave. No solo, o Brasil será representado por Sophia e Thaís. Julia Soares acredita que a equipe pode evoluir ainda mais. “Houve pequenos erros e detalhes que a gente pode consertar para que nas próximas competições a gente possa conseguir resultados ainda melhores. Hoje a gente ficou orgulhosa dessa equipe”.

Rebeca comemorou seu retorno às competições, depois de ficar de fora por 20 meses. “Consegui voltar no alto nível de novo. Mesmo sem ter feito os meus dois saltos mais difíceis, é algo que me orgulha bastante. Ter toda essa torcida foi maravilhoso, senti todo esse carinho, senti todo esse calor, aquele friozinho na barriga que fazia um tempo que eu não sentia. Foi demais. Estou muito grata, foi incrível”.

Foto: CBG

No masculino, o Brasil terminou a competição por equipes na quarta colocação, com 234.927 pontos e também se assegurou no Mundial de Roterdã. O pódio foi formado por: Canadá (243.026), Colômbia (241.594) e EUA (235.961).

Arthur Nory expressou satisfação com a conquista da classificação para a equipe competir na Holanda. “Esse era o nosso objetivo. Estávamos o tempo inteiro pensando na composição da equipe para conseguirmos essa vaga para o Mundial, e agora ela é nossa. Fizemos nossa parte”.

O experiente Caio Souza também aprovou o desempenho do Brasil. “A equipe está de parabéns pelo que fez. Nosso objetivo era carimbar o passaporte para o Mundial”.
Diogo acredita que cada um conseguiu contribuir com o seu melhor. 

“Todos nós estávamos com o mesmo objetivo, todo mundo com a mesma cabeça. Acho que a gente fez o máximo de cada um. A gente tá feliz, a gente tá bem e eu tenho certeza que todo mundo fez o melhor que podia, ainda tem muita coisa pra melhorar, sempre vai ter. Agora é isso, voltar a treinar e chegar ao Mundial ainda melhores”.

O generalista Diogo e Vitaliy conseguiram se classificar para a final do individual geral, na quinta e na 13ª colocação. O piracicabano conseguiu 80.298 pontos; já o ginasta nascido no Texas (EUA), mas de nacionalidade brasileira, somou 74.032 pontos.

No solo, o Brasil somou 39.799 pontos, com os 13.400 de Vitaliy Petrov, os 13.233 de Diogo Soares e os 13.166 de Nory. No cavalo, Diogo se destacou: 13.266. As outras notas que entraram foram 11.966 de Caio Souza e 11.800 de Vitaliy, especialista no aparelho. Nas argolas, Caio brilhou: 13.233. Entraram também as notas de Diogo (12.833) e os 12.233 de Vitaliy. No salto: 13.666 de Nory, 13.433 de Diogo e 12.733 de Vitaliy. Nas paralelas, notas iguais de Diogo e Caio (13.500). Nory contribuiu com 13.066. Na barra fixa, Nory, que já foi campeão mundial no aparelho, conseguiu 13.933. Diogo foi ainda melhor: 14.033. Entrou também a nota de Caio: 11.933.

Vitaliy estará na final do solo. Ele se classificou em sétimo lugar, com 13.400 pontos. Diogo será o único representante do Brasil no cavalo com alças. O paulista conseguiu nota 13.266, quarto melhor resultado no aparelho. Ele também está entre os oito finalistas nas paralelas – avançou em oitavo lugar (13.500). Caio Souza também conseguiu 13.500, mas se classificou em sétimo, observando-se os critérios de desempate.  Diogo também vai disputar final na barra fixa. Ele fez a terceira melhor apresentação (14.033). Terá a companhia de Nory, que se classificou em quinto (13.933). 

As finais do individual geral e por aparelhos serão disputadas na sexta-feira (19), a partir das 9h, e no domingo (21), a partir das 9h30, respectivamente.

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