100 dias para os Jogos Olímpicos da Juventude: Relembre a trajetória do Brasil no evento

A ginástica artística voltará ao programa dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2026, quando Dakar, no Senegal, receberá a quarta edição do evento. Criada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para atletas de 14 a 18 anos, a competição estreou em 2010, em Singapura, passou por Nanjing, em 2014, e Buenos Aires, em 2018.

A edição prevista para 2022 foi adiada em razão da pandemia de Covid-19, fazendo com que o evento retorne após um intervalo de oito anos. Ainda que em quatro edições apenas, o Brasil já construiu um legal incrível. O país ocupa o sétimo lugar no quadro de medalhas com um ouro, três pratas e um bronze.

Na estreia dos Jogos, em Singapura, o Brasil foi representado por Arthur Nory e Harum de Freitas. Harumy terminou o individual geral na 11ª colocação e ainda alcançou as finais da trave, em que foi quinta, e do salto, em sexto. Já Arthur Nory foi o 21º colocado no individual geral e ficou muito perto do pódio no salto, encerrando a prova na quarta posição. Entre os destaques internacionais daquela edição estiveram o ucraniano Oleg Verniaiev, campeão do individual geral masculino e futuro campeão olímpico, e a russa Viktoriia Komova, vencedora do individual geral feminino e integrante da equipe campeã olímpica dos Estados Unidos em Londres 2012.

Em Nanjing 2014, veio a geração dourada. O Brasil conquistou seus primeiros pódios na história da ginástica artística dos Jogos Olímpicos da Juventude. Flávia Saraiva, que substituiu Rebeca Andrade após uma lesão, brilhou ao conquistar a medalha de ouro no solo, além das pratas no individual geral e na trave. Até hoje, ela segue como a única campeã brasileira da modalidade na competição. No masculino, Lucas Cardoso terminou na 31ª colocação do individual geral e não avançou às finais por aparelhos.

A edição de Buenos Aires, em 2018, marcou a melhor campanha brasileira em número de medalhas na ginástica artística masculina. Diogo Soares conquistou o bronze no individual geral e a prata na barra fixa, além de disputar as finais do salto, argolas e cavalo com alças. No feminino, Laura Leonardo terminou em 19º lugar no individual geral sem finais por aparelho. Com os resultados de Diogo, o Brasil voltou ao pódio após quatro anos e ampliou seu histórico na competição.

Além dos brasileiros, os Jogos Olímpicos da Juventude serviram de vitrine para diversos atletas que posteriormente alcançaram o topo da ginástica mundial. Oleg Verniaiev tornou-se campeão olímpico nas barras paralelas e medalhista de prata no individual geral na Rio 2016. Komova, por exemplo, ganhou duas pratas nos Jogos de Londres 2012. Já o japonês Takeru Kitazono dominou a edição de 2018 com cinco medalhas de ouro e consolidou-se como um dos principais nomes da nova geração da ginástica japonesa.

Com o retorno da competição em Dakar 2026, a expectativa é que uma nova geração de talentos brasileiros siga o caminho de atletas que usaram os Jogos Olímpicos da Juventude como trampolim para o sucesso no cenário olímpico e mundial. Entretanto, desta vez, será diferente das demais edições porque haverá apenas a competição por equipes e do individual geral. Nada das finais por aparelhos como antes.

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