China domina o Campeonato Asiático de Ginástica Artística Feminina e impressiona pelo equilíbrio entre dificuldade e execução

Antes de tudo, saiba que são elas a equipe a ser batida em 2026. Não tem para Rússia, com o seu retorno, ou Estados Unidos ou ainda qualquer time europeu. É a China que vai dar as cartas neste Mundial e são elas que as demais atletas precisam estudar caso queiram ocupar os primeiros lugares.

Enfim, o Campeonato Asiático de Ginástica Artística de 2026 ocorreu em Zunyi, na China, e as donas da casa fizeram uma campanha praticamente impecável. Mais do que a quantidade de medalhas, chamou atenção a forma como elas foram conquistadas. Com séries que combinaram níveis elevadíssimos de dificuldade e uma execução que não vemos em outras escolas atualmente.

Após uma final por equipe acima dos 168 pontos, um individual geral acima de 56 e outro acima de 55 pontos, o que já havia lhes concedido dois ouros e uma prata na competição, elas voltaram para massacrar nas finais por aparelho. Das quatro finais disputadas, conquistaram três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Só não estiveram no pódio do salto e, somando todas as provas, conquistaram nove pódios.

Veja os resultados do Asiático 2026

Se em ciclos anteriores a equipe já era um país de excelência técnica nas barras assimétricas e na trave, desta vez o grande diferencial esteve justamente na consistência apresentada em praticamente todos os aparelhos. A China conseguiu transformar dificuldade em pontuação efetiva, minimizando erros e apresentando rotinas limpas, capazes de superar adversárias mesmo em finais bastante equilibradas.

O solo merece um capítulo à parte. Durante anos considerado um dos aparelhos menos fortes da escola chinesa, ele vem recuperando gradativamente o protagonismo internacional, e a apresentação de Zhang Yihan simboliza perfeitamente essa evolução. Com uma série de 5.9 pontos de dificuldade e 8.166 de execução, ela alcançou 14.066 pontos para conquistar o ouro com autoridade, enquanto sua compatriota Zhang Qingying garantiu o bronze (13.366). O resultado reforça que a China já não depende exclusivamente da precisão em barras e trave: agora também consegue produzir exercícios de solo competitivos, com acrobacias complexas executadas com qualidade.

Veja a prova de Yihan:

Nas barras assimétricas, a superioridade chinesa voltou a aparecer de forma contundente. Qiu Qiyuan conquistou o título com expressivos 14.833 pontos após apresentar uma rotina de 6.5 de dificuldade aliada a 8.333 de execução. A dobradinha foi completada por Du Siyu, prata com 14.400 pontos, enquanto a japonesa NISHIYAMA Misa ficou com o bronze (14.200).

A trave, tradicional especialidade chinesa, foi novamente dominada pelas atletas do país. Zhang Qingying apresentou uma das séries mais impressionantes da competição, reunindo 6.9 de dificuldade e 8.366 de execução para atingir 15.266 pontos e conquistar o ouro. Ke Qinqin completou a dobradinha chinesa ao levar a prata com 15.100, enquanto a sul-coreana HWANG Seohyun terminou com o bronze (14.733).

Veja a prova de Qingying:

O único aparelho que escapou ao domínio chinês foi o salto. A campeã olímpica sul-coreana YEO Seojeong confirmou seu favoritismo ao conquistar a medalha de ouro com média de 14.349 pontos. A norte-coreana AN Chang Ok ficou com a prata (13.949) e a japonesa SHOKO Miyata levou o bronze (13.833). Ainda assim, a chinesa Du Siyu terminou na quinta colocação, contribuindo para mais uma campanha consistente da delegação.

O quadro feminino terminou com ampla vantagem chinesa: cinco ouros, três pratas e um bronze, totalizando nove medalhas. Japão encerrou a competição com duas pratas e três bronzes, enquanto a Coreia do Sul conquistou um ouro e dois bronzes. A Coreia do Norte levou uma medalha de prata.

Somando os resultados das competições feminina e masculina, a China também liderou com folga o quadro geral de medalhas do Campeonato Asiático. A delegação fechou a competição com nove medalhas de ouro, sete de prata e uma de bronze, totalizando 17 pódios. O Japão terminou na segunda colocação, com uma medalha de ouro, quatro de prata e quatro de bronze (nove medalhas), seguido pela Coreia do Sul, com um ouro, duas pratas e três bronzes (seis medalhas). Taiwan encerrou o campeonato com um ouro e três bronzes, enquanto Filipinas e Uzbequistão conquistaram um título continental cada. A Coreia do Norte levou uma prata, e o Irã fechou sua participação com duas medalhas de bronze. Mais uma vez, porém, foi a consistência técnica e a impressionante capacidade chinesa de unir dificuldade elevada à execução de excelência que definiu o rumo da competição e consolidou a equipe como a grande potência asiática da ginástica artística em 2026.

QUADRO DE MEDALHAS FEMININO:

PAÍS🥇🥈🥉TOTAL
China5319
Coreia do Sul122
Japão235
Coreia do Norte11

QUADRO DE MEDALHAS GERAL:

PAÍS🥇🥈🥉TOTAL
China97117
Japão1449
Coreia do Sul1235
Taiwan134
Filipinas112
Uzquequistão11
Coreia do Norte11
Irã22

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