Brasil Termina Copa da Hungria com cinco medalhas
Teve baile brasileiro em Szombathely, na Hungria. É que a cidade recebeu a última edição de uma etapa de Copa do Mundo antes do Mundial de Jacarta e os atletas do Brasil se saíram muito bem. Ao todo, foram cinco medalhas. Um ouro, duas pratas e dois bronzes.
Tudo começou no sábado (27), quando Ana Luiza Lima conquistou o bronze nas barras assimétricas. Neste dia, Caio Souza ainda competiu a final de argolas, mas saiu sem medalhas. O caldo engrossou foi no domingo, cujo time brasileiro subiu no pódio de quatro das sete finais que disputou.
O maior destaque foi de Flávia Saraiva, que se sagrou campeã na trave de equilíbrio. Sua série na final, com nível de dificuldade de 5,7, superior à da classificatória, recebeu a nota 13.800. O pódio do aparelho foi completado pela espanhola Alba Petisco (13.250) e pela húngara Greta Mayer (13.100). A outra ginasta brasileira na prova, a medalhista olímpica Júlia Soares, registrou a nota 12.700, o que resultou na sexta posição.
Júlia brilhou intensamente no solo. Com uma bela apresentação, embalada por “Cheia de Manias”, do Raça Negra, recebeu a nota 12.550, o que lhe deu a prata. Como se não bastasse, a xará Júlia Coutinho, talento de 15 anos de idade, conquistou o bronze (12.250). A romena Denisa Golgota ficou com o ouro (12.750).
Cabe lembrar que Coutinho já havia se destacado em Koper, na Eslovênia, em maio, e essa foi a sua segunda medalha em uma copa. Ao som de “Maria, Maria”, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant, alcançara a nota 13.100, naquela que foi a estreia dela em etapas de Copa do Mundo.
Caio Souza cravou sua série nas paralelas neste domingo, e alcançou a nota 14.150, o suficiente para lhe dar a medalha de prata. O ginasta de Volta Redonda, aos 32 anos de idade, ficou atrás do turco Ferhat Arican, que superou o fluminense por um décimo. O atleta ainda disputou a final da barra fixa, mas acabou no quinto lugar. Quem também não foi ao pódio é Yuri Guimarães, que disputou a final do salto, mas caiu no segundo exercício .
“Resultados do Brasil na Hungria são bem importantes. Havia competidores fortes em todos os aparelhos. Sabemos que o sarrafo sobre no Mundial, mas participar aqui é muito válido, sem dúvida alguma. Nossos ginastas puderam apresentar as séries numa competição de nível interessante. E nossa preparação para o Mundial de Jacarta prossegue, da melhor forma possível!”, afirmou o treinador Ricardo Yokoyama.
Henrique Motta, presidente da CBG, enalteceu os esforços dos ginastas. “É com muita satisfação que vemos nossos atletas chegarem a várias finais e conquistarem diversas medalhas. Esses resultados reforçam o trabalho que vem sendo realizado por todos para que a ginástica artística brasileira siga em um patamar esportivo tão elevado. Estar entre os melhores do mundo é um desafio constante, que exige a combinação de diversos fatores internos e externos. A participação neste evento e a conquista de um grande número de medalhas nos dão ainda mais força para seguir em frente, sempre avaliando os pontos em que podemos evoluir”, observa.
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