Chinesas dominam o Asiático com ginástica de altíssimo nível
Não teve para ninguém no Campeonato Asiático de Ginástica Artística, durante a etapa feminina. As chinesas dominaram a competição e levaram medalha de ouro com 168.498, o melhor resultado do ciclo até agora. A prata ficou com o Japão (163.496) e o bronze com a Coreia do Sul (156.563). No quarto lugar, e também completando as quatro vagas da Ásia para o Mundial da modalidade, a Coreia do Norte (156.196).
O bom desempenho das chinesas foi puxado especialmente pelo seu resultado na trave de equilíbrio. Três de suas provas partem acima de 6.4 e execuções de pelo menos 8.200. Qingying Zhang, por exemplo, fez 15.333 no aparelho. Seguido por Qinqin Ke, com 14.933, e Qiyuan Qiu, com 14.633. Até agora, neste ciclo, nenhuma atleta de outro país conseguiu superar um desses resultados em competições sérias.
Já nas barras, Siyu Du foi o destaque com 14.700. Seguida por Kinkin Ke, com 14.400, e Qingying Zhang, com 14.133. Somaram 43.233, mas poderia ter sido ainda mais caso Qiu não tivesse caído do aparelho (ela fez 13.833). E esse time ainda tem possibilidade ir muito além na nota de UB, considerando que Yang Fanyuwei, a principal atleta do aparelho com pontuações acima de 15.200, não estava presente.
O solo e o salto elas fizeram o que estavam programadas para fazer. Somaram, respectivamente 40.033 e 40.333. Os destaques foram o FX de 13.500 de Yihan Zhang, um 13.733 no Yurchenko dupla da Qinqin e um um 13.700 da Du também no salto. Mesmo sendo esses os piores resultados da China, ainda assim estão acima da média comparado a outros países. No Pan, por exemplo, ninguém passou dos 40 pontos no solo.
A hegemonia das chinesas também repercutiu sobre o individual geral, que teve a final também junto as qualificatórias. Ke Qinqin foi a grande vencedora, com 56.299. A prata também ficou na China, com Quin Quingying em 55.666. O bronze foi para o Japão, conquistado por Misa Nishiyama, com 54.799. Caso esses somatórios tivessem ocorrido no Mundial do ano passado, ambas as chinesas teriam ido para os dois primeiros lugares do pódio.
O Japão também teve seu momento de glória. Apesar do segundo lugar, o time japonês se colocou numa posição bem avantajada em relação ao que vimos até agora na ginástica mundial neste ciclo. Teriam derrotado o time dos Estados Unidos no Pan, por exemplo, com os seus 163.496. Em relação as provas, o grande destaque foram as duplas piruetas do salto, nenhuma abaixo dos 13.700, paralelas beirando os 14 pontos e traves e solos com notas entre 13.300 e 14.133.
Já entre as Coreias, a briga foi boa de assistir. A diferença de pontuação que tirou as nortenhas do pódio foi apenas de 0.367. E o grande destaque foi o retorno das duas saltadoras finalistas olímpicas: YEO Seojeong, pela Coreia do Sul, e AN Chang Ok, pela Coreia do Norte.
Vagas individuais
Além das quatro vagas por time, 10 vagas individuais estavam em jogo na data de hoje. Considerando que cada um limite de duas vagas por país, conquistaram duas vagas a Coreia do Norte, o Uzbequistão, Taiwan e a Malásia. Filipinas e Singapura conquistaram uma vaga cada. Países como a Índia e Cazaquistão ficaram de fora. As Filipinas que não contou com as principais ginastas americanas naturalizadas, também ficou abaixo do esperado.
O futuro da China
Agora, o maior desafio da China é interno. Após as finais por aparelho do Campeonato Asiático, o país começa uma caminhada por Los Angeles 2028 e dá para garantir a vaga ainda este ano. Na verdade, esse é um time que tem plena condição de ser o grande campeão mundial de 2026. Fato que desde 2010 ninguém toma dos Estados Unidos e a própria China desconhece desde 2006. Mesmo com a Rússia de volta, se as chinesas fizerem o dever de casa, ninguém toma delas. A questão é organizar as cadeiras pensando num somatório seguro, sem margem de falhas de atletas.
A grande dúvida é Yang Fanyuwei. Ela cabe neste time? Se sim, quem sairia. Yang só compete UB, então será que substituir Zhang Yihan por ela é uma boa escolha? Ou será que Qiu é a melhor escolha para essa substituição?
A tabela abaixo mostra como seria o resultado da China caso substituíssemos Yihan por Fanyuwei. Isso considerando as notas de hoje. Consideramos o único resultado de solo que temos da Qiu, que foi do nacional, e ainda que ela faria um Yurchenko com pirueta de 13.000 no salto. Consideramos uma média de UB para Fanyuwei. Para Du Siyu, consideramos notas hipotéticas de descarte na trave e solo.
| Name | ![]() | ![]() | ![]() | ![]() | Total |
| CHN | 40.433 | 44.000 | 44.899 | 39.333 | 168.665 |
| YANG Qingying | 12.900 | 14.133 | 15.333 | 13.300 | |
| KE Qinqin | 13.733 | 14.400 | 14.933 | 13.233 | |
| YANG Fanyuwei | 14.900 | ||||
| DU Siyu | 13.700 | 14.700 | 12.500 | 12.500 | |
| QIU Qiyuan | 13.000 | 14.633 | 12.800 |
Já na tabela abaixo fizemos a mesma coisa, mas descartando Qiu Qiyuan.
| Name | ![]() | ![]() | ![]() | ![]() | Total |
| CHN | 40.333 | 44.000 | 43.766 | 40.033 | 168.132 |
| ZHANG Qingying | 12.900 | 14.133 | 15.333 | 13.300 | |
| KE Qinqin | 13.733 | 14.400 | 14.933 | 13.233 | |
| ZHANG Yihan | 12.400 | 13.500 | 13.500 | ||
| DU Siyu | 13.700 | 14.700 | 12.500 | 12.500 | |
| YANG Fanyuwei | 14.900 |
Escolhas difíceis e que mudam pouco o quadro. Então, a questão é quem executa melhor e tem menos margem de erros. Agora é com você, China.
Finais por aparelho
VT:
- Yeo Seojeong 14.266
- An Chang Ok 13.966
- Jo Kyong Bol 13.733
- Miyata Shoko 13.516
- Du Siyu 13.383
- Nguyen Thi Quynh Nhu 13.200
- Oksana Chusovitina 13.099
- Pranati Nayak 13.083
UB:
- Du Siyu 14.700
- Ke Qinqin 14.400
- Okamura Mana 14.000
- Nishiyama Misa 13.933
- An Chang Ok 13.866
- Kim Kyong Rong 13.500
- Yeoh Li Wen 13.133
- Lim Sumin 12.933
BB:
- Zhang Qingying 15.333
- Ke Qinqin 14.933
- Nishiyama Misa 14.133
- Hwang Seohyun 14.066
- Amanda Yap Ee-Lin 13.700
- Pak Un Jong 13.533
- Sugihara Aiko 13.400
- Lee Yunseo 13.200
Fx:
- Zhang Yihan 13.500
- Okamura Mana 13.365
- Sugihara Aiko 13.333
- Zhang Qingying 13.300
- Yep Seojeong 12.933
- Lee Yunseo 12.866
- An Chang Ok 12.800
- Amanda Yap12.600







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