{"id":35274,"date":"2026-10-07T09:45:04","date_gmt":"2026-10-07T12:45:04","guid":{"rendered":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/?p=35274"},"modified":"2026-10-07T09:45:05","modified_gmt":"2026-10-07T12:45:05","slug":"outubro-rosa-reforca-que-diagnostico-precoce-vai-alem-do-autoexame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2026\/10\/07\/outubro-rosa-reforca-que-diagnostico-precoce-vai-alem-do-autoexame\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa refor\u00e7a que diagn\u00f3stico precoce vai al\u00e9m do autoexame"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Campanha refor\u00e7a a import\u00e2ncia do acompanhamento ginecol\u00f3gico e da aten\u00e7\u00e3o aos sinais do corpo&nbsp;<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Outubro Rosa volta a colocar o c\u00e2ncer de mama no centro do debate, mas a campanha tamb\u00e9m ajuda a desfazer um equ\u00edvoco que ainda persiste. O autoexame \u00e9 importante para que a mulher conhe\u00e7a o pr\u00f3prio corpo e perceba altera\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o substitui a mamografia, capaz de identificar tumores em fases iniciais, muitas vezes antes que possam ser palpados. A Sociedade Brasileira de Mastologia afirma que o rastreamento mamogr\u00e1fico reduz a mortalidade por c\u00e2ncer de mama entre 25% e 40% quando realizado de forma regular. Nos casos diagnosticados em est\u00e1gio inicial, as taxas de cura podem superar 95%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dimens\u00e3o do problema ajuda a explicar por que o rastreamento continua sendo uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica. Segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de c\u00e2ncer de mama por ano entre 2026 e 2028, o equivalente a 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. A doen\u00e7a representa cerca de 30% de todos os novos casos de c\u00e2ncer entre as brasileiras, exclu\u00eddos os tumores de pele n\u00e3o melanoma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a m\u00e9dica ginecologista Roberta Brando, especialista na rela\u00e7\u00e3o da mulher com o climat\u00e9rio, com a menopausa e especialista em terapia hormonal feminina, o principal ponto \u00e9 entender que percep\u00e7\u00e3o corporal e rastreamento s\u00e3o estrat\u00e9gias complementares. \u201cO autoexame n\u00e3o deve ser visto como um exame de rastreamento, porque ele costuma identificar altera\u00e7\u00f5es quando o tumor j\u00e1 pode ser palp\u00e1vel. A mamografia consegue encontrar les\u00f5es muito menores e, quanto mais cedo o c\u00e2ncer \u00e9 descoberto, maiores s\u00e3o as possibilidades de tratamento menos agressivo e de cura. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual para mulheres de risco habitual a partir dos 40 anos at\u00e9 os 74 anos, enquanto o INCA mant\u00e9m a recomenda\u00e7\u00e3o de rastreamento dos 50 aos 69 anos, a cada dois anos, no \u00e2mbito de suas diretrizes para o SUS\u201d, indica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A idade \u00e9 o principal fator de risco, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. De acordo com o INCA, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem ap\u00f3s os 50 anos. Tamb\u00e9m entram nessa equa\u00e7\u00e3o altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, especialmente muta\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias nos genes BRCA1 e BRCA2, al\u00e9m de fatores relacionados ao estilo de vida, como sedentarismo, consumo de bebidas alco\u00f3licas e sobrepeso ou obesidade ap\u00f3s a menopausa. Por outro lado, a pr\u00e1tica regular de atividade f\u00edsica, a manuten\u00e7\u00e3o do peso adequado e a amamenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre as medidas associadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve continuar mesmo quando a mulher est\u00e1 fora da faixa et\u00e1ria indicada para o rastreamento de rotina. \u201cN\u00f3dulo endurecido, fixo e geralmente indolor, altera\u00e7\u00f5es na pele, como vermelhid\u00e3o ou aspecto de casca de laranja, retra\u00e7\u00e3o ou invers\u00e3o recente do mamilo, secre\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea sanguinolenta ou transparente por apenas uma mama e n\u00f3dulos nas axilas ou no pesco\u00e7o s\u00e3o sinais que exigem avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Qualquer mudan\u00e7a persistente ou diferente do padr\u00e3o habitual merece investiga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 preciso esperar o pr\u00f3ximo exame de rotina quando existe um sinal suspeito\u201d, orienta Dra. Roberta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda a Sociedade Brasileira de Mastologia aponta que 70% das mulheres atendidas pelo SUS descobrem sozinhas o tumor, enquanto a cobertura mamogr\u00e1fica pelo sistema p\u00fablico alcan\u00e7a apenas 33% da popula\u00e7\u00e3o-alvo. \u201cO desafio, no meu ponto de vista, n\u00e3o est\u00e1 apenas em ensinar a mulher a se examinar, mas em garantir acesso ao rastreamento, avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e tratamento no momento em que a doen\u00e7a ainda oferece as melhores perspectivas de controle\u201d, finaliza a ginecologista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campanha refor\u00e7a a import\u00e2ncia do acompanhamento ginecol\u00f3gico e da aten\u00e7\u00e3o aos sinais do corpo&nbsp; O Outubro Rosa volta a colocar o c\u00e2ncer de mama no centro do debate, mas a campanha tamb\u00e9m ajuda a desfazer um equ\u00edvoco que ainda persiste. 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