{"id":24207,"date":"2012-02-28T00:10:00","date_gmt":"2012-02-28T03:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/preview.sprinty.com.br\/a34dca66\/meninas-da-ginastica-na-corda-bamba\/"},"modified":"2012-02-28T00:10:00","modified_gmt":"2012-02-28T03:10:00","slug":"meninas-da-ginastica-na-corda-bamba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2012\/02\/28\/meninas-da-ginastica-na-corda-bamba\/","title":{"rendered":"Meninas da gin\u00e1stica na corda bamba"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEgPt6sLIwrpKFzDNK9jQbeKURbWMGyfX_UYZqr1NNWqW_VfluDdAeq9F7MeTqgQSwdQdK0Bzu4ZOvsCvYENdWeO3GpVXykYgEulFi9KWJoxUU0JtB6-hSNscUPRVfS1k-PJId82EpsNnecV\/s1600\/Equipe+F.+2008.jpg\"><img decoding=\"async\" style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 313px;\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEgPt6sLIwrpKFzDNK9jQbeKURbWMGyfX_UYZqr1NNWqW_VfluDdAeq9F7MeTqgQSwdQdK0Bzu4ZOvsCvYENdWeO3GpVXykYgEulFi9KWJoxUU0JtB6-hSNscUPRVfS1k-PJId82EpsNnecV\/s400\/Equipe+F.+2008.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5714021241429028130\" \/><\/a><\/p>\n<p>Texto de Pedro Fonseca, retirado do site <a href=\"http:\/\/br.reuters.com\/\">http:\/\/br.reuters.com\/<\/a><\/p>\n<p>Uma campe\u00e3 mundial que se tornou \u00eddolo nacional, um treinador estrangeiro vitorioso, um centro de treinamento estruturado e apelo popular. A gin\u00e1stica art\u00edstica feminina do Brasil parecia estar no caminho para se posicionar entre as melhores do mundo. Movimentos mal executados, no entanto, derrubaram a equipe, que perdeu o equil\u00edbrio e dificilmente vai brigar por medalhas nos Jogos de Londres neste ano.<\/p>\n<p>Embalada pelos saltos de Daiane dos Santos, campe\u00e3 do mundo no solo em 2003 &#8211; t\u00edtulo in\u00e9dito para a gin\u00e1stica brasileira &#8211; a modalidade se tornou uma febre no Brasil durante o Pan 2007 no Rio de Janeiro e conquistou espa\u00e7o na m\u00eddia e entre a popula\u00e7\u00e3o, que se entusiasmou com um esporte que mistura habilidade, for\u00e7a, gra\u00e7a e emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nada disso foi adiante, no entanto. Para os Jogos de Londres deste ano a equipe de gin\u00e1stica art\u00edstica feminina s\u00f3 conseguiu se classificar na repescagem. As principais atletas brasileiras s\u00e3o as mesmas que representaram o pa\u00eds h\u00e1 quatro anos em Pequim, e Jade Barbosa, o destaque da equipe, j\u00e1 pode ser considerada veterana hoje com 20 anos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s chegar a uma in\u00e9dita final por equipes na Olimp\u00edada de 2008, que muitos apostavam seria a plataforma para o crescimento no ciclo ol\u00edmpico seguinte, o treinador ucraniano Oleg Ostapenko deu por encerrado seu trabalho na sele\u00e7\u00e3o feminina, que ele comandava desde 2001. Al\u00e9m disso, o projeto de manter a equipe permanente foi desfeito mediante a troca de comando na presid\u00eancia da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Gin\u00e1stica (CBG).<\/p>\n<p>Os dois acontecimentos, junto com a decis\u00e3o da nova administra\u00e7\u00e3o da confedera\u00e7\u00e3o de tirar o foco da gin\u00e1stica art\u00edstica para incentivar outras modalidades, com destaque para a gin\u00e1stica r\u00edtmica e tamb\u00e9m incluindo modalidades n\u00e3o ol\u00edmpicas como gin\u00e1stica aer\u00f3bica, foram as causas para as meninas do Brasil terem perdido sua posi\u00e7\u00e3o entre as melhores do mundo, disseram pessoas ligadas ao esporte \u00e0 Reuters.<\/p>\n<p>A gin\u00e1stica r\u00edtmica, no entanto, n\u00e3o conseguiu se classificar para os Jogos de Londres e ficar\u00e1 de fora de uma Olimp\u00edada pela primeira vez ap\u00f3s tr\u00eas participa\u00e7\u00f5es consecutivas.<\/p>\n<p>&#8220;Quem sempre teve retorno foi a gin\u00e1stica art\u00edstica. A gin\u00e1stica art\u00edstica tem mostrado muito resultado, tanto no masculino como no feminino. Precisa dar valor para quem tem t\u00edtulo&#8221;, disse a ginasta Daiane do Santos, que aos 29 anos se prepara para sua quarta e \u00faltima Olimp\u00edada, novamente como uma das principais integrantes da sele\u00e7\u00e3o brasileira. Mas agora sem o favoritismo que tinha antes de Atenas 2004, quando terminou em quinto lugar no solo.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que algumas coisas mudaram com a nova presidente (da CBG)&#8230; com tudo que aconteceu, o fim da sele\u00e7\u00e3o permanente&#8221;, acrescentou Daiane, que ainda hoje lamenta o fim da equipe treinada por Oleg em Curitiba. Sob o comando do ucraniano o Brasil conseguiu os melhores resultados da hist\u00f3ria da modalidade: finais ol\u00edmpicas em Pequim 2008 e Atenas 2004, o t\u00edtulo mundial de Daiane e as medalhas em mundiais de Daniele Hyp\u00f3lito e Jade Barbosa, entre outras conquistas.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">MUDAN\u00c7A NA CBG<\/span><\/p>\n<p>Com a elei\u00e7\u00e3o de Maria Luciene Resende para presidir a confedera\u00e7\u00e3o em 2008, a entidade, antes com sede em Curitiba, onde desde 2001 funcionava o centro de treinamento da sele\u00e7\u00e3o feminina, se mudou para Sergipe, onde, como em toda a regi\u00e3o Nordeste, a gin\u00e1stica r\u00edtmica \u00e9 muito mais praticada que a art\u00edstica.<\/p>\n<p>A entidade tamb\u00e9m decidiu acabar com a sele\u00e7\u00e3o permanente e mandar as atletas de volta para treinar com os t\u00e9cnicos de seus clubes, uma decis\u00e3o pol\u00eamica que dividiu as pr\u00f3prias atletas entre as favor\u00e1veis \u00e0 medida -como Jade e Daniele, que reclamavam do rigor do regime de concentra\u00e7\u00e3o- e as que preferiam seguir treinando juntas, lideradas por Daiane. A piora nos resultados, por\u00e9m, \u00e9 incontest\u00e1vel.<\/p>\n<p>As brasileiras voltaram do Mundial de 2011 no Jap\u00e3o sem terem disputado a final por equipes, tiveram no Pan de Guadalajara seu pior desempenho nos Jogos desde a edi\u00e7\u00e3o de Mar Del Plata 1995 e precisaram disputar a repescagem no m\u00eas passado para conseguir classificar a equipe para os Jogos de Londres.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma mudan\u00e7a bastante dr\u00e1stica. Optou-se por n\u00e3o se seguir com o trabalho, com a estrutura que estava criada com as sele\u00e7\u00f5es permanentes e passaram a ficar com os treinamentos nos clubes. Infelizmente, n\u00f3s ainda n\u00e3o temos essa estrutura nos clubes&#8221;, avaliou Eliane Martins, ex-coordenadora da sele\u00e7\u00e3o brasileira e que atualmente chefia um projeto da Federa\u00e7\u00e3o Paranaense de Gin\u00e1stica com jovens atletas mirando os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro, tendo Oleg como treinador.<\/p>\n<p>&#8220;Os resultados n\u00e3o mentem. A gente treinava para ter um resultado internacional que representasse bem o Brasil&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">TODAS AS GIN\u00c1STICAS<\/span><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da nova administra\u00e7\u00e3o da CBG, no entanto, a escolha por desfazer a sele\u00e7\u00e3o se justifica para fortalecer os clubes formadores de atletas pensando na renova\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ser\u00e1 o caso para Londres. Num esporte em que as melhores do mundo alcan\u00e7am o auge na adolesc\u00eancia, Daiane ter\u00e1 29, Daniele, 27, e Jade, 21, na Olimp\u00edada.<\/p>\n<p>&#8220;Quando o jovem atleta v\u00ea que est\u00e1 treinando (no clube) com a Jade, \u00e9 muito mais f\u00e1cil para n\u00f3s treinadores conseguir tirar desse atleta o que ele tem capacidade pra render. Ser campe\u00e3o mundial n\u00e3o fica sendo s\u00f3 um sonho que n\u00e3o \u00e9 paup\u00e1vel&#8221;, afirmou o coordenador de sele\u00e7\u00f5es da CBG, Klayer Mourth\u00e9. <\/p>\n<p>O dirigente negou que a federa\u00e7\u00e3o tenha se concentrado na gin\u00e1stica r\u00edtmica, de onde vem a presidente Maria Luciene, sem dar continuidade ao trabalho que j\u00e1 estava em andamento na gin\u00e1stica art\u00edstica.<\/p>\n<p>&#8220;A principal diferen\u00e7a dessa administra\u00e7\u00e3o \u00e9 que existe um trabalho para todas as gin\u00e1sticas&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (COB), que trabalha para colocar o Brasil entre os 10 primeiros colocados do quadro de medalhas nos Jogos do Rio 2016, espera conseguir recuperar o antigo patamar da gin\u00e1stica art\u00edstica a partir da inaugura\u00e7\u00e3o de um centro de treinamento no Rio e da contrata\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos estrangeiros para comandar a sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Conseguimos tirar o cara da Austr\u00e1lia, ele \u00e9 muito bom, um monstro&#8221;, disse o superintendente-executivo de Esportes do COB, Marcus Vin\u00edcius Freire, com confian\u00e7a no trabalho do treinador bielorrusso Vladimir Vatkin, que estava no comando da equipe da Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>O treinador ser\u00e1 o encarregado da sele\u00e7\u00e3o masculina, que representa um al\u00edvio para a modalidade nas m\u00e3os de Diego Hyp\u00f3lito e Arthur Zanetti -ambos classificados para Londres apenas em provas individuais e com chances de medalhas.<\/p>\n<p>Com as meninas ficar\u00e1 a mulher dele, Margarita, e a expectativa de que o per\u00edodo p\u00f3s-Londres recoloque a equipe em condi\u00e7\u00f5es de brigar por medalhas quando o pa\u00eds receber a Olimp\u00edada de 2016.<\/p>\n<p>Texto de Pedro Fonseca, retirado do site <a href=\"http:\/\/br.reuters.com\/\">http:\/\/br.reuters.com\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Pedro Fonseca, retirado do site http:\/\/br.reuters.com\/ Uma campe\u00e3 mundial que se tornou \u00eddolo nacional, um treinador estrangeiro vitorioso, um centro de treinamento estruturado e apelo popular. 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