{"id":23552,"date":"2013-06-01T16:55:00","date_gmt":"2013-06-01T19:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/preview.sprinty.com.br\/a34dca66\/dominio-estadunidense-na-ginastica-artistica-feminina-parte-3\/"},"modified":"2013-06-01T16:55:00","modified_gmt":"2013-06-01T19:55:00","slug":"dominio-estadunidense-na-ginastica-artistica-feminina-parte-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2013\/06\/01\/dominio-estadunidense-na-ginastica-artistica-feminina-parte-3\/","title":{"rendered":"Dom\u00ednio estadunidense na gin\u00e1stica art\u00edstica feminina? &#8211; Parte 3"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhrKiJfPNg0FuJTBrpyfyx8ifiAYgAAaiQru3wGpdr2BtzSoh3zZnfx0s1eBIwZkWmFVRJUHdI_6jzF_Uy_IBThjv5k1lKz6MSfIOQIH41wjCBSmLn_c8q-GsuY8H5CHTKPt3LtuGY6LA0\/s1600\/Equipe+feminina+dos+Estados+Unidos.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"278\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhrKiJfPNg0FuJTBrpyfyx8ifiAYgAAaiQru3wGpdr2BtzSoh3zZnfx0s1eBIwZkWmFVRJUHdI_6jzF_Uy_IBThjv5k1lKz6MSfIOQIH41wjCBSmLn_c8q-GsuY8H5CHTKPt3LtuGY6LA0\/s400\/Equipe+feminina+dos+Estados+Unidos.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nTerceira parte do post &#8220;Dom\u00ednio estadunidense na gin\u00e1stica art\u00edstica feminina?&#8221;. Confira os posts anteriores: <a href=\"http:\/\/www.gymblogbrazil.com.br\/2013\/04\/dominio-estadunidense-na-ginastica.html\">parte 1<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.gymblogbrazil.com.br\/2013\/04\/dominio-estadunidense-na-ginastica_30.html\">parte 2<\/a>.<\/p>\n<p><b>Segunda vari\u00e1vel: a estrutura f\u00edsica e burocr\u00e1tica do esporte<\/b><br \/>\n<span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%; text-align: justify; text-indent: 17.25pt;\"><br \/><\/span><br \/>\n<\/p>\n<div style=\"margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;\">\nAgora que<br \/>\nj\u00e1 estamos cientes da dimens\u00e3o do sucesso americano \u00e9 importante entender a<br \/>\nestrutura interna que o sustenta. Enfatizo,<span>&nbsp;<\/span><i>a<br \/>\npriori,<\/i><span>&nbsp;<\/span>o apoio estatal que o<br \/>\nesporte recebe naquele pa\u00eds. \u00c9 ineg\u00e1vel que a posi\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos como<br \/>\nmaior pot\u00eancia esportiva do mundo se deve a este aspecto. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0<br \/>\ngin\u00e1stica, esse apoio se manifesta atrav\u00e9s de investimento em estrutura de<br \/>\nponta, capacita\u00e7\u00e3o e intercambio constante de t\u00e9cnicos, difus\u00e3o de<span>&nbsp;<\/span><i>know-how<\/i>, amplo suporte em<br \/>\ncompeti\u00e7\u00f5es, gest\u00e3o extremamente eficaz do \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel (USA Gymnanstics,<br \/>\nesp\u00e9cie de confedera\u00e7\u00e3o americana de gin\u00e1stica), al\u00e9m do apoio a todos os<br \/>\nenvolvidos no esporte, principalmente t\u00e9cnicos e ginastas. Tal apoio, em \u00faltima<br \/>\ninst\u00e2ncia, torna poss\u00edvel a t\u00e9cnicos e atletas ter uma vida confort\u00e1vel ao<br \/>\nmesmo tempo em que se desenvolvem no esporte, realidade diametralmente oposta \u00e0<br \/>\nbrasileira.<span style=\"font-size: 13.5pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\nOutro<br \/>\nelemento muito importante \u00e9 a consist\u00eancia econ\u00f4mica e organizacional que os<br \/>\nclubes de gin\u00e1stica disp\u00f5em por l\u00e1. A gin\u00e1stica art\u00edstica americana consegue se<br \/>\nmanter e at\u00e9 dar lucro, haja vista os incont\u00e1veis clubes especializados na<br \/>\ngin\u00e1stica. Em outras palavras, l\u00e1 a gin\u00e1stica n\u00e3o fica ref\u00e9m de outros<br \/>\nesportes, ela se mant\u00e9m, d\u00e1 lucros, progride, atrai patrocinadores, e assim<br \/>\nconclui um ciclo virtuoso que s\u00f3 beneficia o esporte e justifica tamanho<br \/>\nprogresso, como visto acima. Prova disso, \u00e9 que o modelo americano atrai,<br \/>\npermanentemente, t\u00e9cnicos dos centros mais tradicionais da China, R\u00fassia e<br \/>\nRom\u00eania e o inverso n\u00e3o se aplica.<span style=\"font-size: 13.5pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\nMas<br \/>\nesses clubes s\u00f3 conseguem atingir essa efici\u00eancia econ\u00f4mica enquanto<br \/>\ninstitui\u00e7\u00f5es capitalistas se tiverem p\u00fablico alvo. \u00c9 sabido que a gin\u00e1stica nos<br \/>\nEstados Unidos \u00e9 dona de lugar cativo entre a popula\u00e7\u00e3o, sendo um dos esportes<br \/>\nmais admirados e praticados, especialmente entre os jovens. Isso tamb\u00e9m est\u00e1<br \/>\ndiretamente relacionado com a exist\u00eancia de uma cultura esportiva ecl\u00e9tica e<br \/>\nheterog\u00eanea que n\u00e3o deposita suas aten\u00e7\u00f5es em apenas um ou dois esportes, como<br \/>\nacontece no Brasil, onde o futebol toma o espa\u00e7o dos demais esportes entre o<br \/>\np\u00fablico. Esse fato est\u00e1 enraizado na pr\u00f3pria cultura americana, que sabe<br \/>\nvalorizar n\u00e3o esse ou aquele esporte, mas sim o esporte de forma geral.<span style=\"font-size: 13.5pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\nNesse<br \/>\nponto tamb\u00e9m entra o papel da m\u00eddia esportiva, que nos Estados Unidos tem um<br \/>\ngrande peso e \u00e9 bem diversificada, abrangendo diversas modalidades, fato que<br \/>\nn\u00e3o ocorre no Brasil, por exemplo, uma vez que sabemos que pelo menos com a<br \/>\ngin\u00e1stica a m\u00eddia \u00e9 extremamente negligente, tendendo a dar desta que somente<br \/>\nquando sobra um espa\u00e7o vago na grade de programa\u00e7\u00e3o ou quando h\u00e1 conquistas<br \/>\nin\u00e9ditas ou mesmo quando os problemas j\u00e1 engendraram n\u00edveis cr\u00edticos. Ou seja,<br \/>\nnos Estados Unidos, a gin\u00e1stica conta com uma rotina periodizada na m\u00eddia e n\u00e3o<br \/>\ncom apari\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas como ocorre no Brasil e isso, sem d\u00favida, ajuda a<br \/>\npopularizar o esporte naquele pa\u00eds e a consolidar aquela cultura esportiva<br \/>\nheterog\u00eanea citada acima.<span style=\"font-size: 13.5pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\nPortanto,<br \/>\nos Estados Unidos contam com uma converg\u00eancia \u00fanica de fatores essenciais dos<br \/>\nquais eu, particularmente, n\u00e3o consigo identificar em outra na\u00e7\u00e3o: o<br \/>\ncomprometimento do Estado, da sociedade, da m\u00eddia e do mercado em prol da<br \/>\ngin\u00e1stica. Mas n\u00e3o s\u00f3 apenas na gin\u00e1stica, poisessa estrutura se replica em<br \/>\nv\u00e1rios outros esportes, o que explica a posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica do pa\u00eds nesse<br \/>\nquesito. O Estado, atrav\u00e9s das Federa\u00e7\u00f5es e da Confedera\u00e7\u00e3o de gin\u00e1stica,<br \/>\npromove a capta\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do conhecimento esportivo, ajuda a formar grandes<br \/>\nt\u00e9cnicos com tal difus\u00e3o, tem absorve t\u00e9cnicos estrangeiros agregando ainda<br \/>\nmais<span>&nbsp;<\/span><i>know-how<\/i>, incentiva<br \/>\nverdadeiramente a pr\u00e1tica e o envolvimento no esporte, como por exemplo, bolsas<br \/>\nuniversit\u00e1rias para os atletas de alto rendimento, entre outros. J\u00e1 a<br \/>\nsociedade, como exposto, devota grande aten\u00e7\u00e3o e reconhecimento \u00e0s din\u00e2micas do<br \/>\nesporte, ajudando a atrair com sua grande audi\u00eancia os patrocinadores, que s\u00e3o<br \/>\nagentes t\u00e3o necess\u00e1rios para o sustento de atletas e t\u00e9cnicos. A m\u00eddia, a<br \/>\npartir da demanda social pelo esporte, oferece um servi\u00e7o de alta qualidade<br \/>\ndivulgando e cobrindo competi\u00e7\u00f5es e o dia-a-dia do esporte. E por fim, nos<br \/>\nEstados Unidos, percebe-se como em nenhum outro lugar, a gin\u00e1stica como um<br \/>\nmercado, ou seja, os clubes n\u00e3o dependem excessivamente do socorro financeiro<br \/>\ndo governo ou de outros esportes para existir, j\u00e1 que conta com suas pr\u00f3prias<br \/>\ndivisas e financiam sua estrutura f\u00edsica, os sal\u00e1rios dos colaboradores, as<br \/>\ncompeti\u00e7\u00f5es dos atletas e tudo o que uma empresa capitalista comum faz: cobre<br \/>\ncustos e aufere lucros!<span style=\"font-size: 13.5pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\n<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\nCom<br \/>\nessa segunda vari\u00e1vel, corroboro a hip\u00f3tese de os Estado Unidos serem a<br \/>\nprincipal pot\u00eancia da gin\u00e1stica atual, j\u00e1 que o seu primoroso modelo parece<br \/>\nprofundamente consolidado e n\u00e3o \u00e9 encontrado em nenhum outro pa\u00eds. Observemos<br \/>\nque China, R\u00fassia e Rom\u00eania passaram por crises de renova\u00e7\u00e3o e tiverem deca\u00eddas<br \/>\nde desempenho na \u00faltima d\u00e9cada: a R\u00fassia no ciclo 2005-2008; a China n\u00e3o<br \/>\nconseguindo se manter no p\u00f3dio ol\u00edmpico por equipes em 2012, sendo que era a<br \/>\ncampe\u00e3 ol\u00edmpica predecessora; e atualmente a Rom\u00eania parece estar se<br \/>\nencaminhando para uma situa\u00e7\u00e3o semelhante a da R\u00fassia h\u00e1 dois ciclos atr\u00e1s, sem<br \/>\numa renova\u00e7\u00e3o que a mantenha tecnicamente competitiva. Todavia, os Estados<br \/>\nUnidos, desde o seu<span>&nbsp;<\/span><i>boom<\/i><span>&nbsp;<\/span>na d\u00e9cada de 1980, nunca passou por<br \/>\ntamanha crise e parece estar bem longe de uma, j\u00e1 que conta todos os anos com<br \/>\num n\u00famero enorme de atletas eleg\u00edveis para a equipe nacional, fazendo com que a<br \/>\nsua seletiva interna seja t\u00e3o competitiva quanto um Campeonato Mundial.<span style=\"font-size: 13.5pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\nConfira um document\u00e1rio muito interessante sobre a conquista in\u00e9dita e emocionante de Mary Lou Retton:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"360\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/4sSuTdsjxTI?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/p>\n<p><i style=\"background-color: white; color: #454545; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 16px; line-height: 19.1875px; margin: 0px; padding: 0px; text-indent: 47.20000076293945px;\">Terceira parte do artigo de Fabiano Ara\u00fajo &#8220;Dom\u00ednio estadunidense na gin\u00e1stica art\u00edstica feminina?&#8221;. Colaborou Stephan Nogueira.<\/i><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terceira parte do post &#8220;Dom\u00ednio estadunidense na gin\u00e1stica art\u00edstica feminina?&#8221;. Confira os posts anteriores: parte 1 e parte 2. Segunda vari\u00e1vel: a estrutura f\u00edsica e burocr\u00e1tica do esporte Agora que j\u00e1 estamos cientes da dimens\u00e3o do sucesso americano \u00e9 importante entender a estrutura interna que o sustenta. 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