{"id":23304,"date":"2014-02-25T12:52:00","date_gmt":"2014-02-25T15:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/preview.sprinty.com.br\/a34dca66\/o-que-a-ginastica-reserva-para-2014-parte-6\/"},"modified":"2014-02-25T12:52:00","modified_gmt":"2014-02-25T15:52:00","slug":"o-que-a-ginastica-reserva-para-2014-parte-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2014\/02\/25\/o-que-a-ginastica-reserva-para-2014-parte-6\/","title":{"rendered":"O que a gin\u00e1stica reserva para 2014? &#8211; Parte 6"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEg5tGcFh3h9nRUznLjaT49V-x6SbCy0O63_CWzN_MWC8mHSubFpmKz9bw8pAspVXXCe84RwEmigTUpFpw6DHfz04mEupSzCGHrCdjbav01U6HeNZ4EYi6NdIWjA8inPTlyttuXcOqpVkRU\/s1600\/Gabby+Jupp.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEg5tGcFh3h9nRUznLjaT49V-x6SbCy0O63_CWzN_MWC8mHSubFpmKz9bw8pAspVXXCe84RwEmigTUpFpw6DHfz04mEupSzCGHrCdjbav01U6HeNZ4EYi6NdIWjA8inPTlyttuXcOqpVkRU\/s1600\/Gabby+Jupp.jpg\" height=\"255\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nSexta parte da s\u00e9rie &#8220;O que a gin\u00e1stica reserva para 2014&#8221;.<\/p>\n<p><b>GR\u00c3-BRETANHA<\/b><br \/>\n<b><br \/><\/b><br \/>\n<b>Emily Crowe<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ano bastante apagado por causa de uma les\u00e3o sofrida durante prepara\u00e7\u00e3o para disputar a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do AYOF, Emily \u00e9 a grande esperan\u00e7a de renova\u00e7\u00e3o da equipe brit\u00e2nica pra 2014. Destaque nas provas de trave e solo, aos 14 anos a ginasta j\u00e1 apresentava s\u00e9ries com potencial de 5.6 em ambos os aparelhos. Em sua \u00faltima competi\u00e7\u00e3o internacional, a Olympic Hopes Cup em Liberec, teve resultados pouco expressivos no geral, mas contribuiu para a conquista do t\u00edtulo por equipe da Gr\u00e3-Bretanha e alcan\u00e7ou a segunda maior nota do salto com um FTY.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/bLSWScKvQ84?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><br \/>\n<b><br \/><\/b><br \/>\n<b>Gabby Jupp<\/b><br \/>\n<b><br \/><\/b><br \/>\nGabby se tornou s\u00eanior em 2013, como principal promessa da Gr\u00e3-Bretanha para o ano. Sua primeira competi\u00e7\u00e3o foi a American Cup do ano, uma experi\u00eancia importante para ganho de experi\u00eancia, se apresentando muito bem. Logo ap\u00f3s competiu no British Championships, onde foi a campe\u00e3 e provavelmente o ponto mais alto da sua carreira. O pr\u00f3ximo passo era o Campeonato Europeu, onde ela poderia fazer uma competi\u00e7\u00e3o limpa que lhe trouxesse resultados. Entretanto, uma les\u00e3o na sa\u00edda da trave a deixou fora do restante da temporada 2013.&nbsp;Gabby ainda tinha muito para evoluir, apesar de j\u00e1 apresentar bons exerc\u00edcios, como o flic + layout + layout na trave; a sa\u00edda de duplo esticado com pirueta da paralela e o tsukahara e duplo twist grupado no solo. Recuperada e &#8220;apenas&#8221; com suas s\u00e9ries antigas, consideramos Jupp como a principal ginasta da equipe brit\u00e2nica na equipe do Mundial esse ano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/FunaP3f5Zb0?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>Ruby Harrold<\/b><br \/>Ruby Harrold tamb\u00e9m se tornou s\u00eanior em 2013 e foi uma promessa brit\u00e2nica que vingou, apesar de n\u00e3o ser t\u00e3o boa em todos os aparelhos. No Mundial, saltou apenas um yurchenko com pirueta e teve nota D de 5.1 na trave e 5.4 no solo. Apesar disso, tinha uma s\u00e9rie de paralela bem original, com nota D de 6.3, que lhe rendeu uma medalha de prata em Doha, na Copa do Mundo de Gin\u00e1stica Art\u00edstica, e uma final no Mundial, terminando na s\u00e9tima coloca\u00e7\u00e3o. Harrold precisa evoluir um pouco mais nos outros aparelhos, principalmente salto. Apesar disso pode fazer parte da equipe brit\u00e2nica no Mundial esse ano, j\u00e1 que tem uma s\u00e9rie de paralela que \u00e9 praticamente garantida na final.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/_cO8dmxL9FA?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/p>\n<p><b><br \/><\/b><br \/>\n<b>Rebecca Tunney<\/b><\/p>\n<p>Foi uma ginasta promissora e essencial para a equipe brit\u00e2nica nos Jogos de Londres, mas teve um 2013 meio apagado e triste. Com s\u00e9ries mais simples e resultados bem menos expressivos, Tunney chegou ao Campeonato Mundial com chances de final de barras, seu melhor aparelho, mas acabou por conseguir apenas um 19\u00b0 lugar na final do individual geral, somando menos de 53 pontos e saindo do campeonato como a ginasta brit\u00e2nica com o resultado mais fraco dentre as que foram para Antwerp. Sua s\u00e9rie de barras come\u00e7a com uma sequ\u00eancia complexa de voos, tendo um Komova II + Pak + Chow + Shootover + Passagem Ray, conex\u00e3o que bonifica em 4 d\u00e9cimos e \u00e9 o destaque da montagem que soma um 6.4 de dificuldade. Sua execu\u00e7\u00e3o pouco polida nas piruetas e postura incorreta do corpo nas retomadas dos voos comprometem e muito sua nota E. O solo \u00e9 o segundo aparelho de Rebecca, que apresenta um flic sem m\u00e3os + duplo twist grupado de entrada, sequ\u00eancia que bonifica em dois d\u00e9cimos. Tunney, apesar de arriscar nas diagonais, tamb\u00e9m apresentando uma sequ\u00eancia de 1.5 ao passo 2.5 de terceira passada, acaba n\u00e3o mostrando a mesma habilidade nos saltos gin\u00e1sticos, que al\u00e9m de terem pouco grau de dificuldade, s\u00e3o realizados com pouca amplitude e postura incorreta das pernas. Por esse motivo, sua nota de dificuldade chega a no m\u00e1ximo 5.8. Essa nota D \u00e9 a mesma que ela realiza no seu terceiro melhor aparelho, o salto, onde ela realiza um \u00f3timo yurchenko com dupla pirueta. O aparelho mais fraco da brit\u00e2nica \u00e9 exatamente a trave, onde ela mostra baixa dificuldade (5.6 considerando todas as liga\u00e7\u00f5es), inconsist\u00eancia e execu\u00e7\u00e3o ruim, principalmente nos elementos de dan\u00e7a.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/eyGsoAbyCtQ?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>JAP\u00c3O<\/b><\/p>\n<p><b>Yuki Uchiyama&nbsp;<\/b><\/p>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nPrincipal promessa do Jap\u00e3o para o Mundial de Nanning, a jovem Yuki obteve resultados bastante interessantes durante o ano passado, e mostrou potencial para figurar entre as representantes japonesas nos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio em 2016. Atual campe\u00e3 da NHK Cup no individual geral e nacional no solo, \u00e9 uma ginasta vers\u00e1til, segura em seus aparelhos mais fortes, barras e, como visto anteriormente, solo (DTG, tripla pirueta). Na trave, j\u00e1 apresenta elementos de boa dificuldade, precisando, no entanto, de mais consist\u00eancia (rondada-mortal esticado e duplo carpado de sa\u00edda). Durante o Nacional Juvenil que aconteceu em agosto e serviu como seletiva para o Japan Junior International, de maneira at\u00edpica, cometeu muitos erros e acabou ficando de fora da competi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/jmKcyeR8JF0?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>Murakami Mai<\/b><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nMurakami come\u00e7ou a impressionar o Mundo quando ainda era uma ginasta juvenil e apresentava um solo monstruoso: duplo esticado, duplo mortal com dupla pirueta, sequ\u00eancia de pirueta + pirueta e meia para frente e tripa pirueta. Teve alguns problemas com les\u00f5es e era inconsistente em competi\u00e7\u00f5es internacionais, o que ocasionou em sua n\u00e3o participa\u00e7\u00e3o dos Jogos de Londres. Os admiradores da ginasta puderam ver o real potencial de Murakami apenas em 2013, quando ela conseguiu uma vaga na final de solo no Mundial. Murakami tem uma parte art\u00edstica muito boa e uma excelente coreografia, principalmente se tratando de uma japonesa. Nessa final, fez tudo o que pode e, aos meus olhos, que presenciaram essa final ao vivo, Murakami n\u00e3o poderia ter sa\u00eddo do Mundial sem uma medalha. A ginasta tem potencial no salto (onde tamb\u00e9m tentou uma final) e uma boa trave, o que a coloca como uma ginasta necess\u00e1ria na equipe japonesa esse ano, principalmente quando ela pode dar chance aos \u00e1rbitros de apreciarem sua s\u00e9rie na final mais uma vez.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/rtooIO3xYkE?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>Asuka Teramoto<\/b><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n\u00c9 uma ginasta com boa explos\u00e3o pra uma japonesa, e atualmente tem como principais aparelhos o solo e o salto. Sua s\u00e9rie de solo tem como ponto forte os mortais com piruetas, sendo as 3 primeiras passadas realizadas dessa forma: dupla pirueta frontal + mortal grupado, dupla e meia de costas + mortal esticado e tripla pirueta. Com pouco risco na parte de dan\u00e7a, sua nota de dificuldade pode alcan\u00e7ar at\u00e9 5.7 quando tudo \u00e9 feito de forma precisa. Nos Jogos Ol\u00edmpicos de Londres, Teramoto conseguiu a terceira vaga de reserva pra final, ficando a apenas dois d\u00e9cimos de ficar entre as oito finalistas. No salto, seu segundo melhor aparelho, Asuka atualmente arrisca uma revers\u00e3o-mortal esticado com pirueta e meia (ou Rudi), que tem um 6.2 de dificuldade, mas que ainda n\u00e3o \u00e9 realizado de forma segura. A ginasta japonesa conseguia fazer um yurchenko com dupla pirueta (5.8) com uma execu\u00e7\u00e3o muito boa, mas desde os Jogos de Londres ela n\u00e3o apresenta a mesma facilidade com ele (tendo realizado s\u00f3 uma vez em 2013, e de forma incorreta). Se Teramoto realizar ambos os saltos com sucesso na classificat\u00f3ria do Mundial de 2014, uma final nesse aparelho seria mais do que certa. Nas barras, Asuka tamb\u00e9m n\u00e3o desaponta, tendo j\u00e1 ido pra final desse aparelho no Mundial de 201, mas a jovem japonesa n\u00e3o v\u00eam realizando sua s\u00e9rie de 5.9 com a mesma consist\u00eancia, tendo alguns problemas de postura durante o exerc\u00edcios, apesar dos lan\u00e7amentos serem perfeitos. Sua s\u00e9rie de trave tamb\u00e9m \u00e9 promissora, partindo de 6.2 quando ela acerta todas as liga\u00e7\u00f5es, mas a inconsist\u00eancia \u00e9 um fator que pesa bastante em seu desempenho nas competi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/VCi3f513-KQ?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<b>Natsumi Sasada<\/b><\/p>\n<p>Sasada se destaca pela originalidade em suas s\u00e9ries, sobretudo nas barras e trave. Na s\u00e9rie de barras, a ginasta japonesa realiza um desloque (valor E), elemento dif\u00edcil e bastante incomum nesse aparelho, que em combina\u00e7\u00e3o com uma s\u00e9rie de stalders de boa dificuldade, faz sua nota D alcan\u00e7ar os 6.0. Na trave de equilibrio, Natsumi inova realmente com sua entrada fant\u00e1stica e extremamente arriscada de rondante-mortal esticado com pirueta, que tem o valor m\u00e1ximo entre os elementos de trave (G). Seguindo com pouco risco nas acrobacias do resto da s\u00e9rie, sua nota de dificuldade pode alcan\u00e7ar apenas 6.1 quando todos os elementos s\u00e3o validados, devido a falta de conex\u00f5es durante a s\u00e9rie (a \u00fanica que a ginasta realiza pra bonifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um salto cortada + salto anel, que bonifica &#8221;apenas&#8221; em 0.1). Sua inconsist\u00eancia \u00e9 um outro problema s\u00e9rio em sua s\u00e9rie, que costuma ter muitos desequil\u00edbrios e execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito correta nos elementos de dan\u00e7a. Sua s\u00e9rie de solo \u00e9 composta por alguns elementos interessantes, como uma entrada de tsukahara grupado e um giro memmel, mas peca um pouco na falta de dificuldade no resto do exerc\u00edcio, sobretudo na parte acrob\u00e1tica, ela realiza apenas exerc\u00edcios D&#8217;s avulsos pra comp\u00f4r sua terceira e quarta passadas. Por esse motivo, a nota m\u00e1xima de dificuldade da s\u00e9rie \u00e9 5.5. O salto \u00e9 de longe o aparelho mais fraco de Natsumi Sasada, com um simples (por\u00e9m limpo) yurchenko com pirueta (5.0), que n\u00e3o tem altura suficiente pra se tornar algo mais complexo.<\/p><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/5Ni5GzTVT8s?feature=player_detailpage\" width=\"540\"><\/iframe><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<p>Texto de Cedrick Willian, Bernardo Abdo e Stephan Nogueira.<br \/>Foto: Thomas Schereyer<\/p>\n<div>\n<br \/><i>Esse \u00e9 o quinto texto de 2013\/2014 da s\u00e9rie &#8221; O que a gin\u00e1stica reserva&#8221;. Todo fim de ano faremos postagens sobre os maiores nomes que competir\u00e3o no ano seguinte. O \u00faltimo texto ser\u00e1 exclusivamente escrito sobre ginastas do Brasil.<\/i><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexta parte da s\u00e9rie &#8220;O que a gin\u00e1stica reserva para 2014&#8221;. 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