{"id":22861,"date":"2015-10-09T01:44:00","date_gmt":"2015-10-09T04:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/preview.sprinty.com.br\/a34dca66\/o-pesadelo-das-lesoes-e-o-sistema-de-treinamento-da-selecao-feminina\/"},"modified":"2015-10-09T01:44:00","modified_gmt":"2015-10-09T04:44:00","slug":"o-pesadelo-das-lesoes-e-o-sistema-de-treinamento-da-selecao-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2015\/10\/09\/o-pesadelo-das-lesoes-e-o-sistema-de-treinamento-da-selecao-feminina\/","title":{"rendered":"O pesadelo das les\u00f5es e o sistema de treinamento da sele\u00e7\u00e3o feminina"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEjnalKZWK8w3m-wBZ4uLSVScG5PWBj30nMp7VsOKQAN6R51FwemiRRJFLfj2hTb1BlYs7PK1nX3SN6SvgyYrGH1cxdAooZVUjOV6uQbJHSW1GmNS6m7redQiiqOESuvmFLLUu3Ztu4gC50\/s1600\/Julie+Kim.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"267\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEjnalKZWK8w3m-wBZ4uLSVScG5PWBj30nMp7VsOKQAN6R51FwemiRRJFLfj2hTb1BlYs7PK1nX3SN6SvgyYrGH1cxdAooZVUjOV6uQbJHSW1GmNS6m7redQiiqOESuvmFLLUu3Ztu4gC50\/s400\/Julie+Kim.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nO Mundial chegou e o Brasil tem que lidar com uma quest\u00e3o muito mais s\u00e9ria do que a classifica\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica: por que tantas ginastas est\u00e3o lesionadas? Fora as fatalidades, outros aspectos devem ser analisados. Milena Theodoro, Rebeca Andrade e Julie Kim fazem parte das ginastas que se lesionaram esse ano e que poderiam fazer do Mundial de Glasgow uma classifica\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica tranquila.<\/p>\n<p>Muitos anos atr\u00e1s, o modelo de treinamento em gin\u00e1stica art\u00edstica feminina a se seguir era o modelo sovi\u00e9tico. O modelo de sele\u00e7\u00e3o permanente. O modelo que controla a vida da ginasta por completo: escola, sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o, fam\u00edlia, treino, rela\u00e7\u00f5es pessoais, etc. O mundo inteiro copiava a extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica enquanto ela existiu porque era esse o modelo que funcionava: as sovi\u00e9ticas eram as melhores do mundo. Devagar, outras campe\u00e3s foram surgindo, assim como novos modelos de treinamento.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o permanente era um m\u00e9todo relativamente f\u00e1cil de se executar dentro do regime sovi\u00e9tico, j\u00e1 que, com a quantidade de pa\u00edses que lidavam, era poss\u00edvel ter um n\u00famero maior de meninas para que &#8220;sobrassem&#8221; apenas as que sobreviviam ao m\u00e9todo arcaico. Alexander Alexandrov e Oleg Ostapenko trabalharam durante muito tempo como treinadores das sele\u00e7\u00f5es sovi\u00e9ticas e fizeram parte do sucesso das equipes.<\/p>\n<p>Apesar do sucesso, esse \u00e9 um padr\u00e3o perigoso a seguir. Pode ter funcionado muito bem os pa\u00edses europeus, mas no Brasil os resultados mostram que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante complicada. O sistema de treinamento usado por Oleg Ostapenko, entre 2001 e 2008, e por Alexander Alexandrov, desde 2013 at\u00e9 agora, trouxe resultado e medalhas, mas o pre\u00e7o pago foi muito alto.&nbsp;Voc\u00ea j\u00e1 se perguntou por que antigamente as ginastas tinham seu auge com 15 ou 16 anos e depois o rendimento ca\u00eda drasticamente, for\u00e7ando as mesmas a pararem e darem lugar para a pr\u00f3xima juvenil de 14 anos? J\u00e1 se perguntou por que raramente participavam de mais de uma Olimp\u00edada? Por que hoje no mundo temos ginastas com mais de 25 anos competindo normalmente a ainda conseguindo medalhas?<\/p>\n<p>A maioria dos opinadores que defendem a sele\u00e7\u00e3o permanente de acordo com os resultados que o Brasil teve na &#8220;Era Daiane&#8221; n\u00e3o sabem como foi o processo at\u00e9 chegar \u00e0s principais ginastas daquele ciclo: Lais Souza, Daiane dos Santos, Daniele Hyp\u00f3lito, Jade Barbosa, Ethiene Franco e Ana Cl\u00e1udia Silva foram as que sobreviveram. Lais Souza passou por v\u00e1rias cirurgias assim como Daiane dos Santos. Khiuani Dias, um dos principais nomes para a equipe Ol\u00edmpica de 2008, acabou lesionada e substitu\u00edda pela inexperiente Ethiene. Ana Cl\u00e1udia at\u00e9 que tentou continuar depois de 2008, mas as les\u00f5es cirurgias e les\u00f5es n\u00e3o a deixaram em paz. Sem contar a Jade, que ficou com um problema no punho durante anos. Para chegar nesse n\u00famero \u00ednfimo de boas ginastas e cheias de pinos (apenas 7), v\u00e1rias outras talentosas ficaram para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Por quais motivos? Quando decidiu-se juntar todas as ginastas talentosas na sele\u00e7\u00e3o permanente em Curitiba, praticamente todos os clubes do Brasil perderam suas ginastas. Ficaram zerados, sem espelho, sem categoria de base, sem material de trabalho. A maioria das ginastas, que eram excelentes em seus clubes, acabaram sem notoriedade nenhuma em Curitiba. Agora elas eram ruins de gin\u00e1stica, n\u00e3o serviam mais. Choravam muito. Mas isso n\u00e3o era problema: os coordenadores tinham ginastas para &#8220;descartar&#8221; assim que houvesse a primeira les\u00e3o, a primeira crise emocional, a primeira saudade de casa. Era uma press\u00e3o constante, de domingo a domingo. Funcionou? Podemos dizer que deu resultado, classificou a equipe para as Olimp\u00edadas, deu uma medalha de ouro no solo para Daiane assim como n\u00e3o deixou nenhum legado. O pre\u00e7o pago para a classifica\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica em 2008 foi alto: les\u00f5es, traumas emocionais e um buraco juvenil para o ciclo 2008-2012.<\/p>\n<p>Apesar dos erros passados, a situa\u00e7\u00e3o da gin\u00e1stica feminina do Brasil volta a ser remediada pela sele\u00e7\u00e3o permanente. Situa\u00e7\u00e3o passageira, que dura enquanto a ginasta consegue se manter saud\u00e1vel, e n\u00e3o d\u00e1 diretrizes para um trabalho continuado da gin\u00e1stica no pa\u00eds. Chegar na categoria adulta sem nenhuma les\u00e3o s\u00e9ria \u00e9 praticamente imposs\u00edvel. Corre-se muitos riscos quando se assume esse sistema de trabalho com uma sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando Alexandrov chegou ao Brasil, promessas de treinamento continuado nos clubes, sob a supervis\u00e3o dele, parecia algo surreal. Seriam feitos campings de treinamento onde ginastas e treinadores seriam convidados para participarem de acordo com o ranking do Campeonato Brasileiro. Poderiam executar suas tarefas nos clubes e essas seriam fiscalizadas na pr\u00f3xima convoca\u00e7\u00e3o de treinamento. Alexandrov, que \u00e9 um treinador e um estrategista excelente (al\u00e9m de possuir muito dom\u00ednio do c\u00f3digo de pontua\u00e7\u00e3o), tamb\u00e9m faria visitas aos clubes e centros de treinamento. Isso tudo seria muito interessante: as ginastas n\u00e3o perderiam seus contatos com a fam\u00edlia, amigos e treinadores pessoais e continuariam mantendo suas rotinas de vida como sempre foi. O diferente seria os profundos conhecimentos t\u00e9cnicos de Alexandrov adicionados ao treino.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s disso, ca\u00edmos no treino de segunda a segunda. Ca\u00edmos na rotina de treinar o dia inteiro e repetir s\u00e9ries exaustivamente. As limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas n\u00e3o s\u00e3o respeitadas: repeti\u00e7\u00e3o ap\u00f3s repeti\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios acontecem at\u00e9 a ginasta chegar num overtraining. O corpo n\u00e3o aguenta! Esgotamento f\u00edsico total, principalmente se o corpo estava condicionado de outra forma. O emocional abalado ajuda a piorar as coisas. A ginasta, cansada, pede para parar. O treinador pede que ela executa mais uma vez. A\u00ed acontecem as les\u00f5es.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o feminina hoje est\u00e1 trancada no Centro de Treinamento. Moram juntas num condom\u00ednio, acordam e v\u00e3o para o gin\u00e1sio. Almo\u00e7am no gin\u00e1sio, estudam no gin\u00e1sio e s\u00f3 voltam o condom\u00ednio quando o treino acaba. Ningu\u00e9m assiste os treinos. Alguns dias os treinos s\u00e3o abertos para a imprensa e s\u00f3. N\u00e3o h\u00e1 como negar que o n\u00edvel t\u00e9cnico melhorou demais e que estavam totalmente aptas a conseguir a vaga ol\u00edmpica, mas as les\u00f5es deixaram a classifica\u00e7\u00e3o completamente duvidosa. Hora de questionar: valeu a pena?<\/p>\n<p>Hoje os clubes est\u00e3o desamparados. Est\u00e3o desprovidos de suas principais ginastas &#8211; espelhos para as mais novas &#8211; e treinadores, que est\u00e3o trancados no CT. Apesar do CEGIN hoje funcionar como um clube, o sistema de treinamento \u00e9 praticamente igual ao CT. Tudo corrobora para que a sele\u00e7\u00e3o conte sempre com aquelas que est\u00e3o l\u00e1 dentro, e aqui de fora temos de cruzar os dedos para que nada errado aconte\u00e7a. Temos poucas l\u00e1 dentro. Todas s\u00e3o importantes. Se mais uma lesionar, o que pode acontecer?<\/p>\n<p>Ainda ficamos tristes com o enorme n\u00famero de ginastas e treinadores que est\u00e3o aqui fora, sonhando em representar o Brasil, mas que nunca ter\u00e3o o m\u00ednimo de chance. Ou a ginasta \u00e9 muito boa treinando apenas com seu treinador no seu pr\u00f3prio clube (Let\u00edcia Gon\u00e7alves e Luisa Kirchmayer) ou o treinador entrega ela para o CT, sendo que ela pode n\u00e3o aguentar e ser dispensada a qualquer momento. \u00c9 muito dif\u00edcil pra uma ginasta e treinador &#8211; fora CT &#8211; sonhar com algo maior do que um campeonato estadual ou nacional.<\/p>\n<p>Agora fica uma quest\u00e3o: o que fazer para mudar essa situa\u00e7\u00e3o? O que pode ser melhor que a sele\u00e7\u00e3o permanente? Voltamos ao come\u00e7o do texto, quando o mundo inteiro copiava as sovi\u00e9ticas, melhores ginastas do mundo. \u00c9 hora de voltar os olhares para quem atualmente tem o maior sucesso e as melhores ginastas do mundo. Apesar de alguns detestarem a gin\u00e1stica dos Estados Unidos, os resultados e medalhas mostram quem \u00e9 o maior detentor de t\u00edtulos. S\u00f3 pra deixar claro: n\u00e3o estamos falando de estilo de gin\u00e1stica e sim de modelo de treinamento.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos hoje \u00e9 a maior pot\u00eancia da gin\u00e1stica feminina. Desde a \u00faltima participa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica nos Jogos Ol\u00edmpicos de Barcelona, aconteceram 5 Olimp\u00edadas: Atlanta, Sidney, Atenas, Pequim e Londres. Dessas, os Estados Unidos esteve presente em todos os p\u00f3dios por equipes e conquistou 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze. Se existe hoje um modelo de sucesso que deve ser profundamente analisado, estudado e copiado, esse modelo \u00e9 o americano.<\/p>\n<p>Vamos usar Simone Biles como exemplo de sucesso do treinamento americano. Atualmente considerada a melhor ginasta do Mundo, e provavelmente de todos os tempos, em apenas 2 mundias j\u00e1 conquistou 9 medalhas incluindo 6 ouros. Bicampe\u00e3 mundial no individual geral e no solo, a ginasta n\u00e3o passa o dia inteiro num gin\u00e1sio e muito menos tem uma treinadora renomada e detentora de t\u00edtulos e passagens por grandes sele\u00e7\u00f5es. Como pode ter conseguido ir t\u00e3o longe?<\/p>\n<p>Bom, quando Simone Biles apareceu no Nacional Americano representando um clube sem tradi\u00e7\u00e3o alguma, Marta Karolyi enxergou seu potencial. Um contato brasileiro com a treinadora dela seria assim: &#8220;Nossa, sua atleta \u00e9 muito talentosa a partir de amanh\u00e3 ela treina no CT. Voc\u00ea n\u00e3o pode vir, mas ela ser\u00e1 bem-vinda. Temos or\u00e7amento apenas para ela e essa \u00e9 a \u00fanica chance dela entrar na sele\u00e7\u00e3o&#8221;. Ao inv\u00e9s disso, o que a at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida Aimee Boorman escutou da coordenadora de sele\u00e7\u00f5es foi: &#8220;Nossa, sua atleta \u00e9 muito talentosa, queremos ajudar voc\u00ea e ela a crescerem. A partir de hoje voc\u00eas est\u00e3o convocadas para os campings americanos de treinamento!&#8221;.<\/p>\n<p>Biles n\u00e3o teve que deixar sua fam\u00edlia, nem sua treinadora (que estava com ela desde os 6 anos!), nem seus amigos de inf\u00e2ncia. A melhor ginasta do mundo treina em seu clube, frequenta uma escola regular e tem vida social no fim de semana. Mais exemplos: Shawn Jonhson treinava com seu t\u00e9cnico em seu clube apenas 4 horas por dia e frequentava uma escola regular; Bridget Sloan, campe\u00e3 mundial individual geral em 2009, treinava em seu clube e frequentava uma escola regular; Samantha Peszek, vice-campe\u00e3 ol\u00edmpica por equipes em 2008, treinava em seu clube e frequentava uma escola regular; Alicia Sacramone, quando se tornou especialista de trave e salto depois de 2008, treinava em seu clube apenas 3 horas por dia. N\u00e3o existe sele\u00e7\u00e3o permanente nos Estados Unidos. A treinadora de Biles e a pr\u00f3pria Biles, se optassem por n\u00e3o aderir ao CT, nunca teriam uma chance no Brasil. E o nosso Brasil est\u00e1 cheio de campe\u00e3s mundiais em potencial!<\/p>\n<p>Boorman cresceu com o conhecimento compartilhado dos outros treinadores. Todos tentaram ajudar e deram suas opini\u00f5es sobre os treinos de Biles e n\u00e3o &#8220;tomaram&#8221; a ginasta das m\u00e3os dela. Uma vez, em entrevista, ela agradeceu o t\u00e9cnico Mihai Brestyan, que treina Alexandra Raisman, dizendo que ele a ajudou bastante nos conhecimentos e t\u00e9cnicas de solo, principal aparelho de Simone Biles. Se voc\u00ea assistir uma s\u00e9rie de Biles em 2012 e outra em 2015, ver\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o enorme e impressionante. Chegar\u00e1 a acreditar que ela passou 3 anos trancada em um gin\u00e1sio, exclu\u00edda do resto do Mundo, apenas treinando!<\/p>\n<p>Brincadeiras \u00e0 parte, o Brasil merece a chance de um treinamento melhor. Les\u00f5es sempre v\u00e3o acontecer, mas vamos deix\u00e1-las para os casos de fatalidade e n\u00e3o para o excesso de treinamento e repeti\u00e7\u00e3o. As nossas ginastas merecem uma tentativa de terem suas vidas pessoais, seus treinadores e seus clubes valorizados. Nossos melhores treinadores est\u00e3o desistindo! Alguns ir\u00e3o dizer que esse foi o sistema utilizado no ciclo ol\u00edmpico de 2008 &#8211; 2012, mas aquela&nbsp;tentativa frustrada e sem coordena\u00e7\u00e3o de treinamento em clubes n\u00e3o pode ser levada em considera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havia um treinador chefe, o Brasil contava apenas com as veteranas que sobreviveram ao \u00faltimo ciclo e os campings foram menos que espor\u00e1dicos.<\/p>\n<p>Todos est\u00e3o com o cora\u00e7\u00e3o na m\u00e3o. Todos os amantes da gin\u00e1stica, assim como as ginastas e os treinadores, querem a classifica\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica. Estamos torcendo muito, muito mesmo, mas ao mesmo tempo estamos tristes com as les\u00f5es de ginastas t\u00e3o queridas e essa situa\u00e7\u00e3o toda: treinador desistindo, treinador diagnosticado com depress\u00e3o, v\u00e1rias ginastas se quebrando, clubes largados&#8230;<\/p>\n<p>Fica a esperan\u00e7a para que os coordenadores da nossa sele\u00e7\u00e3o feminina repensem tudo. Avaliem os erros e acertos. Deem uma chance para o novo, para o moderno, para o que existe atualmente de melhor. Somos latino-americanos, calorosos, gostamos do fim de semana em nossas casas, passeando com o cachorro, abra\u00e7ando pai e m\u00e3e. E que enquanto fazemos isso o nosso querido Alexandrov passe mais tempo avaliando estrat\u00e9gias, pensando em elementos novos e s\u00e9ries para as ginastas. Todo mundo feliz sem deixar de fazer o seu trabalho, se afastando de le\u00f5es e tentando ao m\u00e1ximo trilhar um caminho de sucesso.<\/p>\n<p>Post de Cedrick Willian<\/p>\n<p>Foto: Ricardo Bufolin<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mundial chegou e o Brasil tem que lidar com uma quest\u00e3o muito mais s\u00e9ria do que a classifica\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica: por que tantas ginastas est\u00e3o lesionadas? Fora as fatalidades, outros aspectos devem ser analisados. 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