{"id":22682,"date":"2016-09-10T10:39:00","date_gmt":"2016-09-10T13:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/preview.sprinty.com.br\/a34dca66\/como-fica-o-brasil-sem-alexandrov\/"},"modified":"2016-09-10T10:39:00","modified_gmt":"2016-09-10T13:39:00","slug":"como-fica-o-brasil-sem-alexandrov","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2016\/09\/10\/como-fica-o-brasil-sem-alexandrov\/","title":{"rendered":"Como fica o Brasil sem Alexandrov?"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEgl21kFPjok0PMn329W3vJ-tiWCf9k14EfTTBADMQclPL1jzyYvHk7vApscT5MpWHl7qyzpfGxi2O_SQVhUHytQ0O_iRV5QX4Yuf2wKuqkZvpdpVoRi4NbOTXbL_L_L4eGH8l5QbxsWzk8\/s1600\/Alexander+Alexandrov+-+Thomas+Schreyer.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"400\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEgl21kFPjok0PMn329W3vJ-tiWCf9k14EfTTBADMQclPL1jzyYvHk7vApscT5MpWHl7qyzpfGxi2O_SQVhUHytQ0O_iRV5QX4Yuf2wKuqkZvpdpVoRi4NbOTXbL_L_L4eGH8l5QbxsWzk8\/s400\/Alexander+Alexandrov+-+Thomas+Schreyer.jpg\" width=\"266\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nO ciclo ol\u00edmpico terminou e, com ele, o contrato do treinador chefe da sele\u00e7\u00e3o feminina. O russo Alexander Alexandrov executou um bom trabalho com a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Gin\u00e1stica e com o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (classificar a equipe feminina para os Jogos do Rio); agora, se despede do Brasil com o dever cumprido. Ou n\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nComo tudo no Brasil, sua contrata\u00e7\u00e3o foi feita \u00e0s pressas e bem em cima da hora. S\u00f3 na metade de 2013 que Alexandrov come\u00e7ou a trabalhar no pa\u00eds, apenas tr\u00eas anos antes dos Jogos Ol\u00edmpicos. Isso na cidade de Tr\u00eas Rios, num gin\u00e1sio &#8220;improvisado&#8221; tratando-se de treinos de uma sele\u00e7\u00e3o de alto rendimento.<\/p>\n<p>Os Jogos do Rio terminaram e a sele\u00e7\u00e3o feminina ainda n\u00e3o conquistou sua primeira medalha ol\u00edmpica. Fica uma quest\u00e3o: qual o conhecimento deixado com a estadia de Alexandrov no Brasil? Qual o legado dos Jogos Ol\u00edmpicos para a gin\u00e1stica do nosso pa\u00eds?<\/p>\n<p>Mais uma vez uma situa\u00e7\u00e3o desesperadora teve que ser desesperadoramente remediada. Mas as causas do desespero provavelmente ainda continuam no Brasil. O que Alexandrov fez, falando de trabalho t\u00e9cnico, foi excelente, mas se tratando de montagem de s\u00e9ries, bastava abrir o c\u00f3digo de pontua\u00e7\u00e3o da gin\u00e1stica, dispon\u00edvel gratuitamente no site da FIG, para v\u00e1rios problemas serem resolvidos; isso desde 2008, quando Oleg Ostapenko deixou o Brasil pela primeira vez.<\/p>\n<p>Alexandrov vai embora e pouqu\u00edssimos treinadores tiveram acesso a ele. Apenas alguns tiveram a oportunidade de vivenciar e aprender toda a experi\u00eancia e t\u00e9cnica desse grande treinador. E isso muito por conta da pressa em ter que resolver tantos problemas em apenas tr\u00eas anos. N\u00e3o houve tempo para os prometidos &#8220;camps&#8221; e troca de informa\u00e7\u00f5es, mas, mesmo se houvesse mais tempo, realmente teriam feito isso? A culpa foi do tempo apertado ou da dire\u00e7\u00e3o que n\u00e3o proporcionou esses momentos para todos os treinadores interessados?<\/p>\n<p>Essa d\u00favida s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior do que a que permeia esse texto. A gin\u00e1stica feminina brasileira, depois da despedida de mais um treinador milagroso, pode estar, mais uma vez, correndo s\u00e9rios riscos de beirar o fracasso. Principalmente porque pouqu\u00edssimos treinadores foram aben\u00e7oados com os &#8220;milagres&#8221; de Alexandrov.<\/p>\n<p>A partir de agora, e de acordo com toda as situa\u00e7\u00f5es antigas e recorrentes, o esperado \u00e9: vamos voltar a cometer os mesmos erros. Mesmo direcionamento, mesmo pensamento e poucas pessoas capacitadas. At\u00e9 o pr\u00f3ximo treinador chegar, quando tudo estiver um caos, e trancar 12 ginastas e 3 treinadores num centro de treinamento, dando o seu m\u00e1ximo para fazer um trabalho de 3 ciclos em 3 anos.<\/p>\n<p>Se a gin\u00e1stica do Brasil n\u00e3o for avaliada e profundamente estudada, nunca vamos sair dessa. Entra treinador, sai treinador; entra investimento, sai investimento. E assim continuamos, buscando uma medalha que nunca vem, estagnados. A gin\u00e1stica feminina precisa urgente de uma identidade pr\u00f3pria, algo que realmente funcione e se estabilize, como a gin\u00e1stica masculina fez. E assim, a contrata\u00e7\u00e3o de um treinador estrangeiro viria para somar a um sistema bem estruturado, e n\u00e3o para atender aos pedidos devotos de COB e CBG. <\/p>\n<p>Ciclo 2016-2020: boa sorte, Brasil!<\/p>\n<p>Texto de Cedrick Willian<\/p>\n<p>Foto: Thomas Schreyer<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ciclo ol\u00edmpico terminou e, com ele, o contrato do treinador chefe da sele\u00e7\u00e3o feminina. O russo Alexander Alexandrov executou um bom trabalho com a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Gin\u00e1stica e com o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (classificar a equipe feminina para os Jogos do Rio); agora, se despede do Brasil com o dever cumprido. Ou n\u00e3o. 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