{"id":22658,"date":"2017-03-26T12:28:00","date_gmt":"2017-03-26T15:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/preview.sprinty.com.br\/a34dca66\/com-marcos-goto-ginastica-feminina-tem-a-chance-de-se-reinventar\/"},"modified":"2017-03-26T12:28:00","modified_gmt":"2017-03-26T15:28:00","slug":"com-marcos-goto-ginastica-feminina-tem-a-chance-de-se-reinventar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2017\/03\/26\/com-marcos-goto-ginastica-feminina-tem-a-chance-de-se-reinventar\/","title":{"rendered":"Com Marcos Goto, gin\u00e1stica feminina tem a chance de se reinventar"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEj6ILmqDR8t9ABW7upyMjh0Y_T5ycIYnQV000Af3KycY3OehBse-_rUwRyaQ1ane68KQujsbnXpMMqBM1mCiDk_2U2E6MrnhGGFJj7TQZvRkkANJR3VlV0rG19SgtR6hQGMCaR6rAuOu3I\/s1600\/Marcoos.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEj6ILmqDR8t9ABW7upyMjh0Y_T5ycIYnQV000Af3KycY3OehBse-_rUwRyaQ1ane68KQujsbnXpMMqBM1mCiDk_2U2E6MrnhGGFJj7TQZvRkkANJR3VlV0rG19SgtR6hQGMCaR6rAuOu3I\/s320\/Marcoos.jpg\" width=\"222\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nDesde o fim dos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio, a gin\u00e1stica feminina do Brasil tem passado por momentos complicados. Sim, nas classificat\u00f3rias ol\u00edmpicas a sele\u00e7\u00e3o feminina fez uma excelente competi\u00e7\u00e3o, mas nas finais terminaram sem a t\u00e3o sonhada medalha ol\u00edmpica como tamb\u00e9m sem superar os melhores resultados do Brasil em uma edi\u00e7\u00e3o dos Jogos. Desde ent\u00e3o, queda nos investimentos e a partida de bons treinadores deixaram o futuro incerto.<\/p>\n<p>Finalizado os Jogos &#8211; e depois de um investimento nunca visto na hist\u00f3ria da gin\u00e1stica do pa\u00eds -, fomos obrigados a ver Alexander Alexandrov se despedir do Brasil. At\u00e9 a\u00ed tudo bem, pensando que ficar\u00edamos com os treinadores que mais tiveram acesso aos ensinamentos dele (restrito apenas a alguns), mas o que aconteceu foi que esses treinadores tamb\u00e9m foram embora, deixando a chama da esperan\u00e7a ainda menor.<\/p>\n<p>Idealizando sobre a nova dire\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio falar sobre os treinadores que deixaram o pa\u00eds &#8211; principalmente Alexandre Cuia, Keli Kitaura, Ricardo Pereira -, assunto amplamente questionado e que divide ideias entre muitos do meio da gin\u00e1stica. Alguns acham um absurdo o que aconteceu; outros, nem tanto. Fato \u00e9 que, se foram embora, \u00e9 porque as coisas aqui n\u00e3o iam bem. Se a oferta fosse boa, se o futuro parecesse pr\u00f3spero, por que desejariam abandonar todo o trabalho feito? O questionamento \u00e9 maior e aponta um pouco mais de desespero na situa\u00e7\u00e3o: se Alexandre Cuia, ex-treinador da Fl\u00e1via Saraiva, finalista ol\u00edmpica de trave, preferiu deix\u00e1-la e procurar novos rumos fora do pa\u00eds, qual a perspectiva dos treinadores que est\u00e3o come\u00e7ando a carreira agora? J\u00e1 pensou que existem v\u00e1rios estudantes de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, ex-atletas ou n\u00e3o, que sonham com uma carreira profissional como t\u00e9cnico de gin\u00e1stica e, logo ap\u00f3s os Jogo Ol\u00edmpicos, enxergam uma situa\u00e7\u00e3o dessas?<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para julgar o que aconteceu. Ningu\u00e9m al\u00e9m dos treinadores, atletas e comiss\u00e3o t\u00e9cnica, estava realmente a par de toda a situa\u00e7\u00e3o que envolveu a gin\u00e1stica nos \u00faltimos anos para dar uma opini\u00e3o concreta sobre isso. Mas, analisando com a raz\u00e3o, quem continua no mesmo emprego quando est\u00e1 infeliz? Quem nesse mundo recusa uma oferta de emprego quando ela \u00e9 muito melhor? J\u00e1 parou para pensar que a Keli treinou a Rebeca Andrade desde os 6 anos de idade e quando Rebeca chegou nos Jogos Ol\u00edmpicos, o momento mais sonhado pelas duas, a treinadora n\u00e3o teve a chance de estar com ela na arena? \u00c9 triste ver todos esses bons treinadores que aprenderam tanto com Alexandrov indo embora, mas n\u00e3o \u00e9 algo incompreens\u00edvel. Se h\u00e1 um culpado por essa situa\u00e7\u00e3o, esse culpado se chama &#8220;m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o&#8221;. Foi ela a respons\u00e1vel por n\u00e3o oferecer condi\u00e7\u00f5es atrativas, sejam de trabalho, financeiras ou de infra-estrutura, para que esses treinadores continuassem por aqui.<\/p>\n<p>A gin\u00e1stica feminina ainda vive da gl\u00f3ria de Luisa Parente (que at\u00e9 hoje n\u00e3o teve seus ouros pan-americanos superados), Daniele Hyp\u00f3lito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa. Entra investimento, sai investimento, e s\u00f3 conseguimos mais do mesmo. Sempre mais do mesmo. Um trabalho a longo prazo nunca \u00e9 priorizado e toda vez que um ciclo ol\u00edmpico termina bate um desespero e os questionamentos come\u00e7am: quem vai continuar? Quem n\u00e3o vai? Onde est\u00e1 a nova safra de atletas e treinadores?<\/p>\n<p>Nesse sentido, a administra\u00e7\u00e3o todas as vezes deixou a desejar.. Com t\u00e9cnica extremamente apurada (direcionada por Ostapenko e Alexandrov) e m\u00e9todo de treinamento antigo e defasado, a gin\u00e1stica feminina do Brasil a cada ciclo sobrevive com ginastas cansadas, lesionadas, com treinos excessivos e pouqu\u00edssimo descanso. Agora, aparentemente, as coisas parecem caminhar para um sentido de mudan\u00e7a. \u00c9 imposs\u00edvel definir, nesse momento, se a mudan\u00e7a ser\u00e1 boa ou ruim, mas continuar do jeito que estava \u00e9 insistir no erro por mais quatro anos.<\/p>\n<p>Enquanto a gin\u00e1stica feminina ainda aguarda sua primeira medalha ol\u00edmpica (sem esquecer de valorizar as conquistas da Fl\u00e1via nos Jogos Ol\u00edmpicos da Juventude), a gin\u00e1stica masculina j\u00e1 possui quatro. \u00c9 um resultado discrepante se comparado \u00e0 gin\u00e1stica feminina, que j\u00e1 consegue competir com equipe completa em todos os Mundiais e Jogos Ol\u00edmpicos desde 2001. A sele\u00e7\u00e3o masculina s\u00f3 conseguiu competir com equipe completa nos Jogos em 2016! Nada mais inteligente, nesse momento de crise, do que come\u00e7ar a analisar o sucesso da gin\u00e1stica masculina e testar novos caminhos. N\u00e3o d\u00e1 pra engolir mais os m\u00e9todos arcaicos e de sucesso a curt\u00edssimo prazo que direciona a gin\u00e1stica feminina desde sempre.<\/p>\n<p>Dessa forma, Marcos Goto assume a dire\u00e7\u00e3o da gin\u00e1stica masculina e da gin\u00e1stica feminina. Pode ser que daqui quatro anos todos percebam que, talvez, o melhor seria que tudo continuasse como estava, que aquilo mesmo era o melhor que o Brasil poderia ser. Entretanto, com tantos talentos promissores que j\u00e1 vimos o nosso pa\u00eds ter capacidade de produzir e nunca &#8220;chegar l\u00e1&#8221;, testar novas formas e possibilidades \u00e9 o m\u00ednimo que deveria ser feito. Essa \u00e9 a chance que a gin\u00e1stica feminina tem de se reinventar, algo que deu muito certo, por exemplo, no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse momento, uma ponta de esperan\u00e7a no futuro aparece. N\u00e3o de um futuro a curto prazo &#8211; com mais um treinador de alt\u00edssimo n\u00edvel encabe\u00e7ando a sele\u00e7\u00e3o e a promessa de medalhas em T\u00f3quio -, e sim de um futuro que coloque o Brasil no topo para que nunca mais saia, mesmo que o caminho seja mais dif\u00edcil e demorado. Esse parece ser o destino da sele\u00e7\u00e3o masculina e o profundo desejo dos que tamb\u00e9m admiram a sele\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p>Boa sorte Marcos Goto. Temos f\u00e9 e esperan\u00e7a na mudan\u00e7a, assim como num trabalho bem direcionado.<\/p>\n<p>Post de Cedrick Willian<\/p>\n<p>Foto: Ivan Ferreira \/ Melogym \/ Gym Blog Brazil<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o fim dos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio, a gin\u00e1stica feminina do Brasil tem passado por momentos complicados. 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