{"id":22595,"date":"2019-10-18T17:56:00","date_gmt":"2019-10-18T20:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/preview.sprinty.com.br\/a34dca66\/a-nova-gestao-da-ginastica\/"},"modified":"2019-10-18T17:56:00","modified_gmt":"2019-10-18T20:56:00","slug":"a-nova-gestao-da-ginastica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gymbrazil.esp.br\/index.php\/2019\/10\/18\/a-nova-gestao-da-ginastica\/","title":{"rendered":"A nova gest\u00e3o da gin\u00e1stica"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEiyUPPaLS1Wvjo_nwaehnxtio98Fw0pEIJSO928xT_8Nm3pEl26O6pvlQOsTAnkIl9E06VJcGQXxIeWbE4BluJgRsf89dSkF2lI6Ox15NWzg2GST0u8GtQXw_3dqs2TsYRVkjwT7M9z6N4\/s1600\/Fl%25C3%25A1via+Saraiva.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"1067\" data-original-width=\"1600\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEiyUPPaLS1Wvjo_nwaehnxtio98Fw0pEIJSO928xT_8Nm3pEl26O6pvlQOsTAnkIl9E06VJcGQXxIeWbE4BluJgRsf89dSkF2lI6Ox15NWzg2GST0u8GtQXw_3dqs2TsYRVkjwT7M9z6N4\/s1600\/Fl%25C3%25A1via+Saraiva.jpg\" \/><\/a><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<p>Exemplificado historicamente como chegamos at\u00e9 aqui, continuo com os pensamentos a respeito da nossa gin\u00e1stica. Claro que depois de quatro ciclos ol\u00edmpicos de investimento em algo que n\u00e3o progrediu, uma mudan\u00e7a deveria ser feita. Nesse momento entra a nova gest\u00e3o, na tentativa de <a href=\"http:\/\/www.gymblogbrazil.com.br\/2019\/01\/o-comeco-da-democratizacao-da-ginastica.html\">democratizar a gin\u00e1stica do Brasil<\/a>, como no texto que escrevi no in\u00edcio do ano e est\u00e1 sendo lembrado por algumas pessoas&nbsp;<\/p>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nNo in\u00edcio de 2018 foi feita uma semana de palestras no Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro, abordando v\u00e1rias quest\u00f5es sobre a gin\u00e1stica do Brasil. Os participantes eram treinadores, fisioterapeutas, m\u00e9dicos e dirigentes de clube. Uma nova proposta foi apresentada, uma chance de mudan\u00e7a, e a insatisfa\u00e7\u00e3o com o antigo sistema era generalizada.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nComo dito no outro texto, as mudan\u00e7as come\u00e7aram a ser feitas, e a primeira era, claro, acabar com a sele\u00e7\u00e3o permanente. Depois acabaram com a balan\u00e7a, adotaram o percentual de gordura ao inv\u00e9s do peso absoluto, deixaram as ginastas livres para comerem e colocarem a pr\u00f3pria refei\u00e7\u00e3o no prato. Os treinadores agora podiam ter o trabalho desenvolvido em seus clubes e cumprirem as convoca\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias dos camps. Quem cumpre o exigido \u00e9 selecionado, e a sele\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelo treinador chefe com base na gin\u00e1stica apresentada no camp.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nA nova gest\u00e3o est\u00e1 longe de ser perfeita, mas tamb\u00e9m est\u00e1 longe do \u00e1pice do trabalho. \u00c9 injusto, tr\u00eas anos depois, nos primeiros passos de uma dr\u00e1stica mudan\u00e7a, querer que os resultados apare\u00e7am nesse exato momento. Os resultados v\u00e3o ser percebidos a longo prazo, especialmente porque o investimento \u00e9 feito no treinador e n\u00e3o no atleta. Os atletas passam mas o treinador fica. O investimento feito nos treinadores pode n\u00e3o surtir o efeito imediatista nos atletas que possui, mas sua nova gera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser mais forte.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nNo ciclo passado, no Centro de Treinamento, t\u00ednhamos excelentes treinadores, que conviveram de perto com a nata das ginastas e do que o Brasil tinha para oferecer de melhor. Treinadores que, inclusive, admiro muito: Francisco Porath, Keli Kitaura, Alexandre Cuia e Ricardo Pereira. Qualquer ginasta que apresentasse algum potencial de evolu\u00e7\u00e3o no Brasil, se quisesse ter uma chance, deveria sair do clube e integrar a sele\u00e7\u00e3o permanente, longe do treinador do clube, da fam\u00edlia e de casa. Um ambiente instalado sob muita press\u00e3o e controle, citado no post anterior.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nSe a sele\u00e7\u00e3o continuasse desse jeito, provavelmente os mesmos treinadores estariam l\u00e1 at\u00e9 hoje. Talvez n\u00e3o porque eles quisessem ou concordassem com o que era feito, mas porque era a forma imposta. Hist\u00f3rias e hist\u00f3rias s\u00e3o ouvidas e contadas sobre a insatisfa\u00e7\u00e3o de alguns e os desentendimentos com Alexandrov e as dirigentes, mas isso s\u00f3 eles podem dizer. \u00c9 uma pena que n\u00e3o tenham ficado, eu realmente sinto muito e concordo que sejam uma grande perda para a nossa gin\u00e1stica. Na balan\u00e7a da insatisfa\u00e7\u00e3o, tiveram seus motivos para deixarem o pa\u00eds.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<b>O que mudou ent\u00e3o?<\/b><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nSe a sele\u00e7\u00e3o permanente trabalhou com quatro treinadores, segue a lista &#8211; que consigo lembrar &#8211; de treinadores que foram atendidos nesse ciclo e puderam entrar no CT: Walmy J\u00fanior, Clara Davina, Bia Fragoso, Danilo Bornea, Renata Valente, \u00c2ngelo Sabino, Felipe Nayme, Cintia Nagata, Felipe Polato&#8230;<\/p>\n<p>Em n\u00fameros, os atendimentos ficaram assim:<\/p>\n<p>2017 &#8211; 4 camps, 11 atletas adultas, 14 juvenis, 6 treinadores e 3 treinadoras.<\/p><\/div>\n<div>\n2018 &#8211; 8 camps, 13 atletas adultas, 11 juvenis, 10 treinadores e 9 treinadoras.<\/div>\n<div>\n2019 &#8211; 9 camps, 10 atletas adultas, 7 juvenis, 4 infantis, 7 treinadores e 5 treinadoras.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nTodos esses treinadores e ginastas tiveram acesso \u00e0s depend\u00eancias do COB, aos m\u00e9dicos, fisioterapeutas, testes f\u00edsicos, exames e tudo mais, al\u00e9m dos camps de desenvolvimento da gin\u00e1stica, com Valeri Liukin, Nick Ruddock (Gr\u00e3-Bretanha), Donatella Sacchi (ITA) e Tammy Biggs (EUA). Oportunidades est\u00e3o longe de serem perfeitas, mas tamb\u00e9m estariam longe de acontecer dentro da velha gest\u00e3o.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nO Centro de Treinamento hoje \u00e9 aberto para uso. Para isso, basta mandar um e-mail semanalmente para o Comit\u00ea Ol\u00edmpico e reservar um hor\u00e1rio. O CT s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 liberado caso esteja havendo camps da sele\u00e7\u00e3o. Fora isso essa ressalva, equipes do Brasil est\u00e3o liberadas para usar. Inclusive, Fluminense e Flamengo usufruem desse benef\u00edcio com muita frequ\u00eancia, quase semanalmente.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nVoltando a falar sobre os treinadores que foram convocados, \u00e9 importante dizer que houve resist\u00eancia, de muita gente antiga, para que esses treinadores estivessem ali. Pessoas que est\u00e3o usando a situa\u00e7\u00e3o atual a seu favor, mas que no fundo achavam que esses treinadores n\u00e3o eram bons o suficientes. Muita disputa de cargo, dinheiro, poder e comando, onde a fala era ego\u00edsta e o olhar apenas pro pr\u00f3prio umbigo.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nAinda temos treinadores bons no Brasil sim, mas que estavam aguardando uma oportunidade que agora chegou. Bia Fragoso, que est\u00e1 fazendo muito pela Chrystal Bezerra e que com certeza far\u00e1 pelas outras que est\u00e3o vindo, j\u00e1 que tudo que aprende com a Chrystal ela tem a oportunidade de repassar para as outras ginastas e treinadoras no seu clube. A mesma coisa acontece com Clara Davina, que al\u00e9m da Camila Almeida tamb\u00e9m come\u00e7a a ver resultados na outra juvenil que possui. Isabel Barbosa, ginasta do Pinheiros, representando o Brasil e o clube no Campeonato Mundial, al\u00e9m do trabalho de seu treinador Danilo Bornea, que tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 construindo uma nova equipe de base em S\u00e3o Paulo junto com Felipe Polato. Felipe Nayme est\u00e1 indo para o sul-americano de sele\u00e7\u00f5es que duas meninas de S\u00e3o Bernardo.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nOutro treinadores tamb\u00e9m podem integrar o novo quadro. As oportunidades continuam em aberto! Espero que o trabalho consiga crescer mais e mais. Fora os citados aqui, temos muitos outros trabalhando espalhados no Brasil! Mesmo que ainda n\u00e3o sejam bons o suficiente para a forma\u00e7\u00e3o de alto rendimento, assim como os atletas s\u00e3o lapidados e formados, estes tamb\u00e9m podem ser.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nN\u00e3o existe uma ilus\u00e3o de que as coisas ser\u00e3o maravilhosas a partir de agora, mas n\u00e3o h\u00e1 como negar a democracia do novo trabalho. Consigo enxergar e entender que o Brasil corre o risco de passar um tempo sem o sucesso que todos desejam. O trabalho da nova gest\u00e3o est\u00e1 fazendo um corte profundo em grandes ra\u00edzes velhas e entremeadas da nossa gin\u00e1stica e precisamos de tempo, trabalho e paci\u00eancia para essa ferida estancar. Espero que essa derrota na classifica\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica sirva para todos como combust\u00edvel de supera\u00e7\u00e3o e crescimento.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nContinua no pr\u00f3ximo post, sobre o trabalho do COB, CBG e clubes.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nCedrick Willian<br \/>Foto: Abelardo Mendes Jr \/ Rede do Esporte<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exemplificado historicamente como chegamos at\u00e9 aqui, continuo com os pensamentos a respeito da nossa gin\u00e1stica. Claro que depois de quatro ciclos ol\u00edmpicos de investimento em algo que n\u00e3o progrediu, uma mudan\u00e7a deveria ser feita. 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