Ginastas argentinos recorrem a financiamento coletivo para competir no Mundial de Roterdã
A seleção argentina de ginástica artística projeta sua participação no Campeonato Mundial de Roterdã respaldada pelo desempenho nos Jogos Sul-Americanos. Entretanto, os atletas vivem um problema nada suave que parte do pressuposto de que a vaga não garante o orçamento para a viagem
Nem a vaga e nem os pódios. A começar pelos Jogos Sul-Americanos. Na competição, a delegação feminina conquistou a medalha de ouro na final por equipes, sinalizando a consolidação do grupo. Segundo a lista nominal divulgada pela World Gymnastics, o time conta com a jovem Julieta Lucas, destaque ao acumular quatro medalhas de ouro e uma de prata no evento, acompanhada por Isabella Ajalla, Emilia Acosta, Sira Macias, Meline Mesropian e Rocío Saucedo.
Na equipe masculina, a representação nacional não assegurou a vaga para a disputa coletiva e disputará as provas individuais. Os ginastas Santiago Mayol e Daniel Villafañe, medalhistas de bronze por equipes no continental, defenderão o país na Holanda.
Apesar do desempenho técnico, a logística para a viagem expõe restrições orçamentárias na federação local. Diante do orçamento limitado, atletas como a própria Julieta Lucas lançaram campanhas de financiamento coletivo em redes sociais com o objetivo de custear passagens para a Europa.
A mobilização pública dos atletas reforça as dificuldades do esporte de alto rendimento no país, em que o suporte financeiro não acompanha o ciclo de resultados internacionais. O impasse financeiro ocorre no período decisivo de preparação para a principal competição da temporada, exigindo esforços individuais para viabilizar a representação oficial em Roterdã.



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